quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

A MODO DE BALANÇO

Quase a selar 2009, algumas palavras breves, a modo de balanço.

1. Em 2009 publiquei 6 livros para crianças e adolescentes. São eles:
- Poemas para Brincalhar (ilustração de Anabela Dias)
- Alfabeto de Adivinhas (ilustração de Pedro Leitão)
- Pontos sem nó (ilustração de Joana Bragança)
- Gémeos (ilustração de Helena Zália)
- A Casa Grande (ilustração de Ricardo Rodrigues)
- Romanceiro de Natal (ilustração de Joana Bragança)

Nesta área colaborei com textos em três antologias:
- Verso a Verso - Antologia Poética
- Histórias com Regaço
- O Menino - 5 histórias de Natal

Também publiquei 2 livros de poesia para adultos:
- O anjo acocorado
- Trajectória inconsútil do desejo

Colaborei na antologia:
- Os dias do amor - Um poema para cada dia do ano

2. Em 2009 visitei 54 escolas, desde o Jardim de Infância até ao secundário. Ou seja, visitei, em média, uma escola por semana. Já o disse várias vezes: gosto de visitar as escolas e contactar com os alunos. Espero que 2010 me proporcione tantos ou mais encontros com os pequenos leitores.

3. Outros acontecimentos que me apraz registar:
- Participei nas Jornadas sobre Poesia e Educação na Universidade de Barcelona
- Participei pela primeira vez nas Correntes d'Escritas na Póvoa de Varzim
- Fundei a Tropelias & Companhia - Associação Cultural, associação especialmente dedicada à literatura e às artes para as crianças
- Tornei-me Mestre em Ciências da Educação (Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores), na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, com dissertação sobre "A Poesia no 1.º Ciclo do Ensino Básico - Das Orientações Curriculares às Decisões Docentes"
- Continuei a trabalhar na dissertação de doutoramento em Ciências da Educação

4. Para 2010 estão previstos mais livros, mais visitas a escolas, mais eventos! E muitas surpresas!

domingo, 20 de dezembro de 2009

NA EB 2/3 DE NOGUEIRA - BRAGA

Na Sexta-feira desloquei-me com o poeta Vergílio Alberto Vieira à EB 2/3 de Nogueira, em Braga, para dialogar com alunos de duas turmas do 6.º ano. E que bom pedaço de manhã! Primeiro, pelo acolhimento da Dra. Gracinda Castanheira e demais equipa da Biblioteca da Escola; depois, pela atenção e curiosidade dos alunos, que fizeram perguntas inteligentes, pertinentes e desafiadoras; finalmente, pelo prazer que é estar e fazer parceria com o Vergílio Alberto Vieira.
Obrigado!

A CASA GRANDE NO COLÉGIO TERRAS DE SANTA MARIA

“A Casa Grande” foi o pretexto para o encontro com os alunos do 3.º Ciclo do Colégio Terras de Santa Maria, em Argoncilhe, na passada Quarta-feira. O evento começou com uma apresentação breve, em powerpoint, dos trabalhos realizados em redor do livro: comentários escritos, reescrita do texto, elaboração de novos textos, escrita de poemas e composição musical dos mesmos, etc.
As perguntas foram tantas, tão interessantes e variadas que o tempo programado não chegou para responder a todas, com o tempo e a demora que desejaria.

Da parte de tarde, tive o grato prazer de, juntamente com João Pedro Mésseder e Gabriela Sotto Mayor, abrir o Congresso dos Alunos do 3.º Ciclo do referido colégio, no cine-teatro Lamoso, em Santa Maria da Feira. E fiquei roidinho… por não poder ter ficado toda a tarde, uma vez que o objecto de discussão e apresentação era o meu livro “A Casa Grande”.

Gostei tanto do entusiasmo destes alunos que lhes propus um desafio (que não posso desvendar aqui, mas) que tem a ver com a publicação de um livro com 25 poemas para adolescentes, a sair na colecção “Adolescentes.com”, da editora Trinta Por Uma Linha, lá para Abril ou Maio.
Este colégio, que se quer uma Escola Global, tem desenvolvido uma abundante parceria com diversos autores, nas áreas da escrita e da ilustração. Parabéns por tanto dinamismo!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ANDANÇAS POR COIMBRA

Hoje, andei (de novo) por Coimbra.

De manhã, estive na EB 2/3 Alice Gouveia, tendo-me encontrado com duas turmas do 6.º ano em dois encontros distintos. Foram encontros peculiares, pelo modo como foram preparados. Dois alunos de cada grupo conduziram cada sessão com a seguinte “ordem de trabalhos”: apresentação da minha biografia, da minha bibliografia, algumas palavras de saudação (minhas), leitura de alguns textos dos meus livros pelos alunos, momento de perguntas e de conclusão. No segundo encontro, houve alguns poemas musicados, com a ajuda e participação da professora de música. Houve ainda tempo, obviamente, para os autógrafos.
De tarde, estive na EB1 de Lordemão. Esta escola já me recebeu três ou quatro vezes e começa a tornar-se uma tradição a minha visita por esta altura do ano. O encontro foi muito singelo, com o 1.º e 2.º anos e com o 3.º e 4.º anos. Apresentei e falei dos meus livros mais recentes – Gémeos e A Casa Grande. No fim, foi muito carinhoso ouvir os alunos solicitar “só mais um, só mais um” poema! E ouvir uma menina do terceiro ano confessar-me: “Foi um encontro emocionante! A tua poesia toca a alma!” Também gostei. Ficou prometida outra visita para breve.

NA BIBLIOTECA DE AMARANTE

Na passada Segunda-feira, dia 14, deslocamo-nos, eu e o poeta Vergílio Alberto Vieira, à Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, em Amarante, para nos encontrarmos com os alunos da Escola Sede daquela cidade. Da parte da manhã, estivemos com o 3.º e 4.º anos de escolaridade e de tarde com o 1.º e 2.º anos. O encontro decorreu no Salão Nobre da Biblioteca que se encheu por completo.
Lemos alguns poemas do livro que ali nos levou - o “Romanceiro de Natal” – desvendando as razões que deram origem a tal parceria literária, revemos outros livros de Natal já escritos, respondemos às perguntas (curiosas e informadas) dos alunos e recebemos algumas singelas lembranças. Ao fim do dia, tive o grato prazer de conhecer pessoalmente a poetiza Eulália Macedo, na sua residência e de a ouvir falar de Pascoaes e outros escritores.
Cumpre-me, a finalizar, uma palavra de agradecimento à Dra. Maria José, directora da biblioteca, e à sua equipa pela forma empática como nos recebeu. Prometemos voltar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

NA EB1 DA SOLUM, EM COIMBRA

Sexta-feira passada, dia 11, a Biblioteca da EB1 da Solum, em Coimbra, foi o cenário para o encontro com todas as turmas de alunos daquela escola. O pretexto para a conversa foi uma singela exposição de ilustrações dos meus livros: Rondel de Rimas para Meninos e Meninas, A Menina das Rosas, Improvérbios, Poemas da Bicharada e Poemas para Brincalhar.
Mostrar como o livro é um processo que passa pela escrita, ilustração, design e produção tipográfica foi um desafio interessante a que os alunos corresponderam com curiosas e atinadas perguntas e observações. No fim de cada encontro houve oportunidade para autografar alguns dos livros expostos (e outros). Grato foi rever alguns professores que já conhecia das entrevistas que fiz no âmbito do mestrado em Supervisão Pedagógica e outros que estão a trabalhar o “Programa – A Poesia na Escola”, no âmbito no meu doutoramento em Ciências da Educação.
Feitas as contas, valeu a pena o dia. Pelo diálogo, pela alegria, pelas perguntas, pela mútua estima, por tudo! Obrigado!

domingo, 6 de dezembro de 2009

5 Histórias de Natal

"O Postal de Natal que não gosta do Natal". É este o título da história com que participo na antologia "O Menino - 5 Histórias de Natal", ao lado de António Mota, Francisco Duarte Mangas, Nuno Higino e Vergílio Alberto Vieira, com ilustrações de José Emídio, numa edição da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, da qual sou sócio.
Trata-se de 5 breves histórias com o imaginário do Natal em fundo, onde o Menino e a celebração do seu nascimento aparecem recriados, reinventados, re-imaginados.
Uma excelente prenda de Natal (a não perder)!!!

sábado, 5 de dezembro de 2009

COM OS ALUNOS DA EB 2/3 DE MIRAGAIA

Na passada Quarta-feira, no âmbito da Feira do Livro, desci a Calçada das Virtudes e entrei na EB 2/3 de Miragaia. O encontro na biblioteca foi animado, com muita conversa a propósito (e a despropósito) dos livros e dos poemas que alguns alunos escreveram a partir dos livros "Poemas para Brincalhar" e "Poemas da Bicharada".

Alguns dos meus livros foram entregues como prémio ao melhor leitor do mês, ao melhor texto sobre o S. Martinho, etc.

Foi a segunda vez que visitei esta escola que, para além de ser um edifício bonito e com uma vista soberba para o Douro, tem alunos mexidos e atrevidos (no bom sentido). Gostei da visita!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

VISITA AO GRANDE COLÉGIO DA PÓVOA

Os alunos do 3.º e 4. º anos do Grande Colégio da Póvoa de Varzim leram e aprenderam com o livro "A Menina das Rosas".
Assim, na Segunda-feira (dia 23), encontrei-me com os alunos do 3.º ano que quiseram saber muitas coisas sobre a Rainha Santa Isabel, o rei D. Dinis e o filho, D. Afonso IV. Neste encontro houve ainda tempo para falar de outros livros meus, sobretudo de "A Casa Grande".
Na Sexta-feira (dia 27) foi a vez dos alunos do 4.º ano que me brindaram com uma breve, mas eloquente, encenação do diálogo entre D. Dinis e a Rainha Santa, a quando do famoso "milagre das rosas". Depois seguiu-se uma multidão de perguntas sobre o livro, a sua "feitura", a caracterização das personagens e dos lugares, o labor da escrita e da edição do livro, etc., etc..
Esta minha visita, como a de outros autores, situou-se no âmbito da VIII Feira do Livro levada a cabo pelo Colégio.

APRESENTAÇÃO DE "HISTÓRIAS COM REGAÇO"


A arte de dar carinho, de dar amor, ou simplesmente a arte de dar encheu ontem a sala do Casino da Póvoa onde decorreu o lançamento do livro Histórias com Regaço. Esta colectânea de contos infantis, escrito a “seis mãos” e ilustrado por outras tantas, foi organizada e publicada pela Casa do Regaço, Centro de Acolhimento Temporário de Crianças e Jovens em Risco, como forma de obter apoios financeiros.
A edição do livro teve o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, representada, no lançamento, por Andrea Silva, Vereadora do Pelouro da Acção Social.
Álvaro Magalhães e Teresa Lares, João Manuel Ribeiro e Isabel Mata Graça, João Pedro Messeder e Pedro Emanuel Santos, José Jorge Letria e Alexandre Reis, Rosário Alçada Araújo e João Borges, Vergílio Alberto Vieira e Sandra Longras, formam as parelhas escritor e ilustrador que, nas palavras de Luísa Tavares Moreira, Presidente da Casa do Regaço, deram forma a “um acto de solidariedade enorme, nisto somos portugueses e somos fantásticos”. Emocionada pela disponibilidade demonstrada pelos escritores e ilustradores para elaborem o livro, Luísa Tavares Moreira explicou que o dinheiro angariado servirá para obras de manutenção da casa. Contou que as cerca de 20 crianças que habitam neste momento a Casa, e que tem entre os 3 e os 19 anos, estão ali porque sofreram com a negligência, com maus-tratos, com abusos. “Na Casa do Regaço encontram afectos, encontram colo, encontram carinho”, congratulou-se. Uma afirmação corroborada por Pimenta Araújo, da Cruz Vermelha Portuguesa que, não deixando de agradecer a todos os voluntários que trabalham na Casa do Regaço, lembrou que as crianças que lá vivem “são mestres na arte de retribuir afectos”.

Com a presença de alguns dos escritores e ilustradores presentes, conheceram-se as histórias por detrás de cada texto e o processo criativo que envolveu as ilustrações. O respeito pela inteligência infantil defendido por Álvaro Magalhães, para quem escrever para crianças “é como escrever para adultos, mas melhor”, o “ataque de ternura” de João Manuel Ribeiro, após ter pesquisado sobre a Casa do Regaço na Internet e que resultou, de imediato, num texto escrito “ao sabor do prazer e da emoção” ou a satisfação que Isabel Mata Graça sentiu ao desenvolver as suas ilustrações “numa altura em que aguardava o nascimento da minha neta”, foram alguns dos segredos partilhados com a assistência.
O texto de José Jorge Letria, autor que não esteve presente, e que fala sobre uma bola de futebol adormecida foi dedicado a Bruno Alves, Padrinho da Casa do Regaço. Alexandre Reis, o ilustrador, explicou que tentou desenhar uma bola da Liga dos Campeões e, como já é seu hábito, testou a imagem com os alunos, na escola onde dá aulas, “para eles me darem o feedback, saber se entendem a mensagem”.
“Os livros foram a irmã que nunca tive”, contou Vergílio Alberto Vieira. Esta afirmação responde à pergunta que muitos já lhe colocaram – porque escreve? – e que com os textos que desenvolveu para Histórias com Regaço ganha ainda uma dimensão mais profunda. “Estes textos para a Casa do Regaço significam que foram entregues à irmã que não tive”.No final, Rui, adolescente de 19 anos que vive na Casa do Regaço agradeceu a escritores e ilustradores. “Sem vocês não tínhamos apoio, nem tínhamos o livro”, brincou, antes de dirigir também palavras de reconhecimento a todos aqueles que ajudaram os pequenos moradores da Casa “a ter uma vida melhor”.

[Texto do Gabinete de Relações Públicas da Câmara Municipal da Póvoa]

sábado, 21 de novembro de 2009

A Casa do Regaço, Centro de Acolhimento Temporário de Crianças e Jovens em Risco, vai apresentar o seu primeiro livro: Histórias com Regaço. Será no dia 26 de Novembro, às 19 horas no Casino da Póvoa.

Histórias com Regaço é uma colectânea de contos infantis, da autoria de prestigiados autores e ilustradores portugueses que abraçaram esta causa, nomeadamente, Álvaro Magalhães, José Jorge Letria, João Pedro Mésseder, Rosário Alçada Batista, João Manuel Ribeiro e Virgílio Alberto Vieira.

A Casa do Regaço nasceu em Março de 2006, na Póvoa de Varzim, e durante a sua curta história já acolheu 80 crianças e jovens entre os três meses e os dezanove anos de idade. A sua grande missão é ajudar a que os menores concretizem projectos de vida dignos e sólidos. A fim de levar a cabo a sua missão, a instituição tem vindo a promover eventos e projectos que possibilitem a sua sustentabilidade financeira.

SEMANA DE ANDANÇAS 6

Esta semana visitei o Grande Colégio da Póvoa de Varzim, na Terça-feira.
Estive com os mais pequeninos do Jardim de Infância a ler-lhes o "Alfabeto de Adivinhas" e também com uma turma do 2.º Ano a apresentar-lhes o "Poemas para Brincalhar".

Na Quinta-feira estive em Arouca.
De manhã na EB 1 da Boavista. Os dois encontros foram emocionantes: primeiro, por causa do cenário - debaixo da Casa Grande e com reproduções de ilustrações dos livros Gémeos e de A Casa Grande; depois, pela canção, pelos poemas e encenações que me dedicaram; também pela conversa, pelas perguntas, pela simpatia. Foi óptimo.

De tarde desloquei-me à EB 1 de Alvarenga, no coração da serra. Experiência boa: escola de arquitectura centenária, alunos ávidos de poesia e conversa. Também houve canções, poemas e rimas para mim, a par duma cesta de chás (que tiveram a gentileza de me oferecer).

DOS MEUS AMIGOS DA EB 2/3 DE TAVEIRO

domingo, 15 de novembro de 2009

A POESIA INFANTIL NO SÉCULO XXI

No livro “A Poesía infantil no século XXI (2000-2008)”, coordenado pelas galegas Blanca-Ana Roig, Isabel Soto López e Marta Neira Rodriguez (edições Xerais), José António Gomes, Ana Margarida Ramos e Sara Reis Silva, um artigo intitulado “Tendências da nova poesia portuguesa para a infância (2000-2008)" e em parte comunicado nos XV Encontros Luso-Galaico-Franceses, recentemente ocorridos, escrevem a dado passo o seguinte:

Pertencendo a uma novíssima geração de escritores que, muito recentemente, começaram a editar livros para crianças e, em especial, poesia, destaque-se o caso de João Manuel Ribeiro (1968-). Em 2008, vieram a lume duas colectâneas da sua autoria onde é visível a ligação a uma matriz tradicional, que o poeta reinventa e recria, apostando na dimensão lúdica, presente nos jogos de palavras, sons e sentidos de textos que percorrem vários temas e motivos, com especial atenção para o universo animal. É o caso de Poemas da Bicharada (2008), colectânea devedora da herança das rimas infantis, dos trava-línguas e das lengalengas. Explora, além disso, uma dimensão humorística relacionada com os jogos de palavras, no que diz respeito aos sons, grafias e sentidos. Claramente de gosto infantil, os textos tratam de espécies animais caras às crianças, promovendo a identificação fácil. A opção por formas breves sublinha a dimensão musical e melódica, incentivando a sua recriação oral. Por seu turno, Rondel de Rimas para Meninos e Meninas (2008) valoriza a componente sonora dos textos, assim como a rítmica e melódica, explorando todas as suas possibilidades lúdicas, sobretudo as assentes na própria linguagem.

sábado, 14 de novembro de 2009

CONTINUAÇÃO DE ANDANÇAS

A segunda semana de visitas às escolas da Póvoa de Varzim começou, na Segunda-feira, no Jardim de Infância Pires Quesado.
Continuou na Terça-feira no Jardim de Infância “O Ribeiro”.

Na Quarta-feira, pela Jardim de Infância da Obra de Santa Zita

e pelo Jardim de Infância Dr. Luís Amaro;

Na Quinta-feira foi a vez da EB 2/3 Dr. Flávio Gonçalves, onde me encontrei com alunos do 5.º e 6.º anos;

Na Sexta-feira, estive na EB1 do Desterro a conversar com dois grupos de alunos.

O balanço destas visitas às escolas da Póvoa é francamente positivo. Dei a conhecer os meus livros, li poemas, contei histórias, respondi a inúmeras perguntas, ouvi opiniões, histórias e conselhos.

VISITA À EB 2/3 DA GAFANHA DA NAZARÉ

Nesta semana que passou merece especial destaque a visita que fiz à EB 2/3 da Gafanha da Nazaré, em Aveiro, para apresentar o livro “Gémeos” na escola onde a ilustradora Helena Zália lecciona. Foi uma festa muito grande com representação cénica, perguntas inteligentes e encontro entre autores e leitores.

domingo, 8 de novembro de 2009

SEMANA DE ANDANÇAS NA PÓVOA DE VARZIM

Na semana que ontem se concluiu, visitei todas as manhãs algumas Escolas Básicas e Jardins de Infância da Póvoa de Varzim.

Na Segunda-feira, dia 2: Jardim de Infância de Santo António.

Na Terça-feira, dia 3: EB 2/3 de A-ver-o-mar.

Na Quarta-feira, dia 04: EB 1 do Fieiro.

Na Quinta-feira, dia 05: Jardim de Infância do CSP de Terroso



Na Sexta-feira, dia 6: EB 1 dos Sininhos.

Nesta escola, e a partir do meu livro "Alfabeto de Adivinhas", os alunos do 3.º ano escreveram o lindíssimo texto que se segue:

João Manuel Ribeiro
vamos contar-lhe um segredo:

Este livro deu-nos asas para voar...
As suas folhas são janelas para a poesia!

O som dos búzios fomos capazes de escutar.
As estrelas conseguimos ver, mesmo de dia...
A laranja estávamos a tentar saborear,
Só que a mochila às costas, dores nos fazia...

Depois apareceu o pião a bailar, a bailar,
lembrou-nos o "Zocha", jogo tradicional poveiro.
A tabuada! Ai, vamos ter muito qye estudar!!!

Mas não o esqueceremos, João Manuel Ribeiro!

Esta semana visitarei o JI Pires Quesado, o JI “O Ribeiro”, a Obra de Santa Zita, a EB 2/3 Flávio e a EB1 do Desterro.

OUTRAS ANDANÇAS

No Sábado, de manhã, estive em Guimarães a apresentar, juntamente com a ilustradora Helena Zália, o meu livro “Gémeos”. O livro e o local vale a visita. A livraria chama-se “Mercado Azul” e fica na zona histórica da cidade Berço.

No mesmo dia, de tarde, tive o grato prazer de contar com 20 alunos da EB 2/3 de Taveiro (Coimbra), dinamizados pelo Dr. Paulo (Obrigado!), na apresentação do meu livro “A Casa Grande”. As palavras de apresentação foram da Gabriela Sotto Mayor (Obrigado!) e esteve presente o ilustrador, Ricardo Rodrigues (Obrigado!). As ilustrações deste livro podem ser vistas (e compradas) na Tropelias & Companhia (das 14h às 19h).

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SEMANA DE ANDANÇAS 5

A passada semana foi de muitas andanças.
Na Terça-feira estive, juntamente com José António Franco e Vergílio Alberto Vieira, no Agrupamento de Escolas da Lousã (Coimbra), a ler, conversar e apresentar a Antologia Poética "Verso a Verso", editada pela Trinta Por Uma Linha.
Na Quinta-feira visitei a EB 2/3 de Arouca. Aí tive o grato privilégio de me encontrar com todas as turmas do 5.º ano da escola, apresentando os meus livros, lendo alguns textos, respondendo a muitas perguntas e contando histórias das muitas andanças pelas escolas em redor dos livros.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

JOÃO PETIZ EM PAREDES DE COURA

No passado Domingo de tarde, o palco do Centro Cultural de Paredes de Coura encheu-se (literalmente) de crianças, acompanhadas dos seus pais, para escutarem e se divertirem com "Poemas da Bicharada e Histórias com Bicho".

No fim, ainda tive oportunidade de autografar alguns dos meus livros, sobretudo o "Poemas da Bicharada" que continua a ser do agrado de todos.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

POESIA I EDUCACIÓ - D'INTERNET A L'AULA

Organitzat al voltant de cinc eixos bàsics: el paper que té la poesia en la formació de la persona; les estratègies que cal tenir en compte a l’aula; les característiques del corpus triat; el perquè d’una selecció bàsicament contemporània; i els resultats aconseguits en l’aplicació de la poesia a l’aula, aquest llibre pretén aconseguir tres objectius: l’aprenentatge de la llengua i la integració cultural de l’alumnat nouvingut tant a primària com a secundària; l’ampliació d’horitzons culturals a batxillerat gràcies al treball amb poemes que es relacionen intertextualment amb altres arts; i la introducció dels infants a la poesia mitjançant un recorregut sentimental.

Poesia i formació individual. La poesia, eina de socialització i d’interculturalitat. • El valor pedagògic de la poesia • Estratègies didàctiques per treballar la poesia a l’aula • Un corpus per desenvolupar el gust per la poesia • Per què poesia contemporània a l’aula? • La poesia experimental, poesia fronterera • L’aprenentatge de la llengua i la integració cultural dels nouvinguts mitjançant la poesia • L’ampliació dels horitzons culturals de l’alumnat a partir de la poesia contemporània • La poesia i els infants • Referències bibliogràfiques.

Autors: Glòria Bordons (coord.), Carme Arenas, Marc Audí, Giuseppina Brugliere, Jaume Centelles, Montse Chanivet, Lis Costa, Èlia Esteve, Anna F. Buñuel, Júlia Ferrer, Maria Grau, Dolors Madrenas, Joan Manuel, João Manuel Ribeiro.

Pois é! Parece estranho, mas cabe aqui este breve resumo em catalão para dizer que o capítulo “El valor pedagògic de la poesia” foi escrito por mim, a convite da coordenadora da obra, a Professora Doutora Glória Bordons, da Universidade de Barcelona. Este trabalho de colaboração foi desenvolvido no âmbito do doutoramento em Ciências da Educação na FPCE da Universidade de Coimbra do qual sou membro doutorando, via Centro de Psicopedagogia.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MARÉ DE LIVROS

Nos próximos dias 13 e 14 de Novembro, realizam-se, na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (no Porto), os 15ºs Encontros Luso-Galaico-Franceses do livro Infantil e Juvenil, este ano dedicados ao tema "Maré de Livros".

Para mim será a 4.ª participação consecutiva. Recomendo vivamente.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

POEMAS PARA "CURAR" PEQUENOS POETAS

Na EB1 de Santa Apolónia, em Coimbra, sinto-me em casa. Não por ter lá ido muitas vezes, mas sobretudo por me sentir como o peixe na água. Ali respira-se, trabalha-se e lê-se poesia com entusiasmo, prazer e paixão.

O encontro de hoje contou com duas partes, uma vez que o 1.º Ciclo vive em dois locais diferentes: a primeira foi na EB1 de Santa Apolónia (para o 1.º e 2.º anos) e a segunda na Escola Básica de Rainha Santa - Pedrulha (para o 3.º e 4.º anos).

Comecei por contar uma história que encontrei em versão castelhana de Jean Pierre Simeon e Olivier Tallec, intitulada “Un poema para curar a los peces” e que no fundo é uma narrativa que procura dizer (melhor dito, insinuar) o que é a poesia.

Depois, cativada a atenção, li poemas de cada um dos sete autores representados na antologia poética “Verso a Verso” com o objectivo de ajudar a compreender que há autores e estilos de poetas muito distintos e igualmente prazenteiros de beleza e qualidade. Respondi ainda a algumas perguntas.

Na primeira parte, como prenda de gratidão pela presença, recebi um objecto (telha) com a data de hoje e um caligrama, feito pela Mara.
No regresso a casa lembrei-me duma frase de Teresa Guedes que cito de memória: “Nem todas as crianças são poetas, as crianças são a poesia”.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

GABRIELA SOTTO MAYOR EXPÕE NA BM DE GONDOMAR

Gabriela Sotto Mayor expõe algumas das suas ilustrações infantis na Biblioteca Municipal de Gondomar, subordinada ao tema “A Cor do Imaginário” até ao próximo dia 31, de terça a sábado das 10h às 19h.

No dizer da ilustradora, “o homem, enquanto consciência aberta ao mundo, tem carácter coexistencial e está sempre em relação com as coisas e com os outros entes. O arquivo de imagens individual que vai construindo com o passar dos anos e que serve de referência para a interpretação não só influenciará o leitor criança, como também os autores da palavra e da imagem. O ilustrador (comparado, no seu exercício profissional, a um primeiro leitor) não é excepção. No exercício dessa profissão pude experimentar colaborar com vários escritores com estilos de escrita naturalmente diversificados e distintos, resultando na criação de representações visuais ímpares.
A Cor do imaginário é uma mostra das ilustrações originais criadas a partir da leitura daqueles textos que deram origem a diversas publicações que reflectem a cor do meu imaginário e onde a criança é o destinatário preferencial, mas não exclusivo
”.

Brevemente teremos um livro meu ilustrado pela Gabriela. Até lá não percam esta exposição.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

GRACIAS, MERCEDES SOSA, POR TU VIDA

Morreu hoje uma das "cantautoras" que mais marcaram os meus verdes anos com canções como "Gracias a la vida" (apesar do original ser de Violeta Parra), "Todo cambia" e "Canción con todos". Registe-se a minha pequena homenagem!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ANABELA DIAS NA PAPA-LIVROS

Anabela Dias, ilustradora de grande parte dos meus livros, expõe na Livraria Papa-Livros alguns originais de ilustrações de três livros: Poemas para brincalhar, Um, dois, três - um mês de cada vez (ambos de minha autoria) e A Floresta Perlimpimpim (de Teresa Guimarães).
Não deixem de visitar esta exposição e a Papa-Livros nas próximas duas semanas (a exposição não termina a 25 de Setembro como anunciado).
Verão que valerá a pena.

domingo, 20 de setembro de 2009

FANTÁSTICO!!!!!



Já é conhecido o programa do 8º Festival ‘O Gesto Orelhudo’, certame de referência dedicado à musicomédia internacional que se realiza em Águeda. Abre com uma estrela mundial - Michel Lauzière - no Cine-Teatro São Pedro e prossegue toda a semana na Tenda do Espaço d’Orfeu. A edição deste ano, de 2 a 9 de Outubro, reserva ainda espaço para o surgimento de um cartaz dedicado ao público infantil e familiar, o Festival i, nas tardes de 4 e 5 de Outubro, com programação non-stop repartida por vários espaços da cidade.

Este ano, são destaques d’ O Gesto Orelhudo a excentricidade musical do canadiano Michel Lauzière, as acrobacias dos musiclowns italianos Teatro Necesario, as incríveis e pouco convencionais marionetas do catalão Jordi Bertran, a irresistível animação de rua dos britânicos The Hot Potato Syncopators, a comicidade musical dos italianos Microband - que regressam este ano -, a delícia do teatro músico-gestual dos Peripécia, o irónico choques de culturas de Africanízate da dupla Carlos Branco / Manecas Costa, a estupenda presença cénica dos norte-americanos Moriarty e a inigualável revolução dos Homens da Luta.

Entretanto, nos dias 4 e 5 de Outubro (domingo e segunda-feira feriado), apresenta-se a mais fresca novidade do calendário cultural d’Orfeu: o Festival i, um evento dedicado ao público infantil e familiar, após as bem sucedidas experiências pontuais de programação para este segmento nos últimos dois anos. O programa do festival i, non-stop em ambos os dias, apresenta a consagrada Companhia do Chapitô, as marionetas do catalão Jordi Bertran (no vídeo acima), o espectáculo músico-teatral do tubista Sérgio Carolino com a SA Marionetas, o projecto de percussão Crassh, as danças para crianças de Carlos Alves com coros infantis, as novas tecnologias da Miso Music, a excentricidade de Niño Costrini, os chapéus de Oswaldo Maggi, os contos infantis do Pinto Pançudo e ainda, pelas manhãs, duas diferentes propostas artísticas para bebés.

A 8ª edição do Festival “O Gesto Orelhudo”, tal como o novo Festival i, é uma co-produção da d’Orfeu Associação Cultural e da Câmara Municipal de Águeda, com o apoio oficial do Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes, para além de uma imensa série de apoios locais, regionais e nacionais, para um festival que é uma referência temática no país e um dos grandes veículos de projecção cultural exterior da cidade de Águeda.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

2.ª OFICINA DE POESIA

No Sábado passado decorreu, na Tropelias & Companhia, a 2.ª Oficina de Poesia para professores do 1.º Ciclo, Educadores de Infância, biblotecários e pais.

No dizer dos participantes (melhor seria dizer, das participantes) foi positivo: "o clima induzido no grupo desde o início", a "simplicidade" na interacção, o apoio informal e descontraído de bolinhos, café e bebidas, o espaço agradável e aberto, a qualidade do material de apoio fornecido e a apresentação "facilitadora", tarefas bem seleccionadas, diversificadas, pertinentes para os destinatários-alvo e bem suportadas por modelos igualmente bem escolhidos.
Menos positivo foi o excesso de actividades para uma oficina de um só dia e a focalização em técnicas discursivas produtoras de texto de características poéticas.
A foto do grupo.
Obrigado a todos pelo trabalho desenvolvido. Esperamos que agora seja produtor de bons e saborosos frutos. Estamos já a preparar a 3.ª Oficina, em dia, lugar e hora a anunciar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O POETA FAZ-SE AOS 10 ANOS

A escritora e poetisa Maria Alberta Menéres, num livro intitulado “O poeta faz-se aos 10 anos” (1974, ASA) define assim a poesia:

(…) A poesia é a beleza e o sentido das coisas e de nós próprios.
É uma maneira de olhar o mundo.
É uma forma de atenção a tudo.
Ela pode estar em toda a parte: nós, às vezes, é que não estamos onde ela está, só porque passamos ou vivemos distraídos.
E outras vezes estamos e encontramo-la.
E outras vezes encontramos a poesia e não a sabemos escrever
” (p.8)

Escrever poesia é assim “tentar ir à raiz das coisas. Fugir do repetido, do habitual, do “já sabido” (p.9)”. Trata-se de captar, agarrar com o coração e o pensamento o sentido das coisas e fazer descer esse sentido à folha, com a melhor das palavras para o dizer.

Em Síntese, e segundo Maria Alberta Menéres, a poesia é:
- a beleza das coisas
- o sentido das coisas
- um sentimento (…)
- a imaginação sensível das coisas
- vivência, sabedoria, rigor
- o amor pelas letras e pelo que elas podem
- o amor pelas palavras e pelo jogo que as lança na aventura
- poesia ideia e energia
- comunicação e descoberta sempre renovada
- poesia espanto
-poesia texto

domingo, 30 de agosto de 2009

A ARTE POÉTICA NO ESPAÇO

Se o poema não serve para dar o nome às coisas
outro nome e ao silêncio outro silêncio,
se não serve para abrir o dia
em duas metades como dois dias resplandecentes
e para dizer o que cada um quer e precisa
ou o que a si mesmo nunca disse.

Se o poema não serve para que o amigo ou a amiga
entrem nele como numa ampla esplanada
e se sentem a conversar longamente com um copo de vinho na mão
sobre as raízes do tempo ou o sabor da coragem
ou como tarda a chegar o tempo frio.

Se o poema não serve para tirar o sono a um canalha
ou ajudar a dormir o inocente
se é inútil para o desejo e o assombro,
para a memória e para o esquecimento.

Se o poema não serve para tornar quem o lê
num fanático
que o poeta então se cale.

António Ramos Rosa

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

POESIA - DIZ-ME O QUE FAZ E DIR-TE-EI O QUE É...

A poesia torna-nos mais ternos, mais sãos, mais afectuosos, mais atentos aos problemas que nos rodeiam, mais abertos aos outros e também mais respeitadores deste planeta que temos entre mãos.
A poesia (…) é o sal da Terra, o mel, e, às vezes, saudável tintura, tão necessária para sarar as feridas.

António A. Gómez Yebra
[Escritor e poeta de literatura infanto-juvenil de Espanha]

sábado, 15 de agosto de 2009

POESIA E DISTORÇÃO DA GRAMÁTICA


Em poesia, a relação entre conteúdo (o que é dito) e forma (como é dito) é fundamental e está muito para além do meramente ornamental.

O uso do som e da acentuação, da ordem das palavras, da distorção da gramática, da acumulação de imagética e a construção de uma linguagem com múltiplos níveis são, todos, recursos pelos quais podemos dizer que a poesia revela ou mostra coisas, análogos a formas de pensamento pelas quais um argumento pode mostrar, ou uma experiência descobrir, alguma coisa”. (Graham, G. (1997). Filosofia das artes – Introdução à Estética. Lisboa: Edições 70, p. 189).
O uso do som e da acentuação, da ordem das palavras, da distorção da gramática, da acumulação de imagética e a construção de uma linguagem com múltiplos níveis são meios pelos quais a mente é dirigida.

Vem isto a propósito de um poema do brasileiro Marcelo Mário de Melo (Poesia Circulante, 1985) que (re)encontrei hoje e que ilustra bem o que pode entender-se por "distorção da gramática".
Vejam se não é verdade:

VERBO FLOR

Se eu flor
se tu flores
se ele flor
se nós flormos
se vós flordes
se eles florem

E se eu não flores assim
para mim
plantarei um cacto
no meu jardim

[Marcelo Mário de Melo]

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A POESIA SEGUNDO EDUÍNO DE JESUS


A poesia, não se sabe o que é.
Nem é preciso.
O que é realmente importante ninguém sabe.
(Os homens, de resto, só querem saber do que sabem...)

Não devia ser assim, claro.
Mas deixá-lo. O que ninguém sabe
É que tem o mistério e a pureza de não ser
Coisa nenhuma exactamente.

Eduíno de Jesus

sábado, 8 de agosto de 2009

O QUE É A POESIA?, SEGUNDO MIQUEL DESCLOT

A minha amiga Glória Bondons, da Universidade de Barcelona e coordenadora do grupo Poció – Poesia e Educação, deu-me a conhecer, em boa hora, a poesia de Miquel Desclot.

Nascido em Barcelona (1952), é poeta, escritor, tradutor e também escreve libretos de ópera. Entre 1975 e 1992 desenvolveu actividades de docência na Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) e em Durham (Inglatera). Em 1992 decide dedicar-se em exclusivo à literatura.

Com mais de 40 livros escritos para o público infanto-juvenil, destacam-se especialmente os seguintes: Cançons de la lluna al barret (1978) um dos seus primeiros poemários, Juvenília (1983), Com si de sempre (1978) o Fantasies, variacions i fuga (2006).

As suas traduções (ou versões) recolhidas em Per tot coixí les herbes. De la lírica japonesa (1994) e, mais recentemente, De tots els vents (2004), constituem verdadeiras criações poéticas.
A sua obra poética encontra-se em numerosas antologias.
Recebeu vários prémios literários de poesia e prosa.

Convoco hoje aqui Miquel Desclot a propósito de um breve texto, a modo de prefácio, que escreveu no seu livro “De palabras y saltimbanquis” (2008 - Edelvives), onde, de forma simplesmente bela e excessivamente poética, nos explica o que é a poesia:
Os saltimbancos do circo só nos emocionam quando actuam na pista, executando os malabarismos extraordinários que só eles sabem fazer. Ao contrário, quando fazem o que toda a gente pode fazer, como estrelar um ovo ou comprar um jornal, os saltimbancos são tão pouco emocionantes como qualquer outra pessoa (como tu ou como eu).
Do mesmo modo, as palavras não nos emocionam quando se comportam de modo ordinário (como, por exemplo, para pedir uma borracha emprestada). Todavia, quando estas mesmas palavras adoptam um comportamento extraordinário (quer dizer, quando as palavras fazem piruetas artísticas na sua pista), começam a emocionar de uma forma assombrosa. À pista onde as palavras actuam como saltimbancos surpreendentes chamamos poesia.
Sem circo, sem música, sem teatro, sem poesia… a vida humana seria pouco mais que uma vida animal. Bem-vindos ao circo poético!

[Miquel Desclot]

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS DE AGOSTO Leonor Riscado apresenta, na revista Pais & Flhos, do mês de agosto, o meu livro &qu...