segunda-feira, 29 de junho de 2009

1.ª OFICINA DE POESIA

O espaço da Tropelias & Companhia recebeu a 1.ª Oficina de Poesia dinamizada por mim. Esta contou com a presença de 4 participantes, todos ligados ao ensino: uma educadora de infância, duas professoras do 1.º Ciclo e uma professora do Secundário.
Mais do que eu possa dizer, importante é registar o testemunho / avaliação feita pelas participantes:

"Num espaço lindo, repleto de sabores, encontrei um formador entusiasta que transformou o difícil no fácil, o medo num sorriso, as palavras num brinquedo apetecível e brilhante.Foi pena, não ter acontecido antes, muitos mais olhos teriam sorrido!" (Maria Conceição Gouveia)

"Quero agradecer ao formador os momentos "prazeirosos" propostos sobre uma temática que domino pouco - a poesia; o conhecimento de duas colegas muito simpáticas e com experiencias fabulosas nesta área; ter conseguido transformar mais um sábado num dia tão enrriquecedor; conseguir incutir uma vontade de trabalhar com o próximo grupo a poesia de uma forma regular e consistente; ter passado essa paixão que se sente pela poesia.Com os trabalhos propostos na oficina de poesia fiquei a perceber que poderei melhorar a aptidão intelectual dos alunos, as aprendizagens multidisciplinares, as atitudes como a cooperação, o relacionamento interpessoal, pois ao trabalhar a poesia desenvolve-se competências relacionadas com a utilização de diferentes formas de comunicação e de linguagens de diferentes áreas do saber.
Obrigada e fico receptiva a novas iniciativas nesta área."
(Isilda Correia)

"O tipo de metodologia utilizada, a clareza e o domínio dos assuntos tratados, os materiais disponibilizados (por parte do formador) a troca de experiências e a simpatia de todos... contribuíram para a sistematização de conhecimentos no âmbito da promoção da escrita criativa e permitiram o reforço de laços afectivos através do convívio estabelecido." (Maria Helena Pires)

LIJ EM DEBATE


O Dolce Vita das Antas acolheu um debate sobre literatura infanto-juvenil, moderado por Sérgio Almeida, Jornalista do Jornal de Notícias. Foi no passado Sábado, das 17.30 às 19.30h.

Na companhia de Lúcia Vaz Pedro, Luís Mendonça (Gémeo Luís) e José António Gomes (João Pedro Mésseder) teci algumas considerações sobre a especificidade da literatura infantil, sobre a relação entre texto e imagem, entre escritor e ilustrador, sobre alguns preconceitos relativos à LIJ e dei algumas sugestões para os superar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

COM OLIVER JEFFERS EM LONDRES

De uma recente visita a Londres, e concretamente à Livraria Foyles, na Charing Cross Road, considerada a melhor livraria de Londres em 2008, trouxe alguns livros que gostava de partilhar.

Hoje deixo apenas os livros de Oliver Jeffers, conhecido entre nós pelo traduzido livro “O incrível rapaz que comia livros”.
Oliver Jeffers é pintor, designer, ilustrador, escritor e leitor.
Nascido na Australia e criado em Belfast, Irlanda do Norte, Oliver é licenciado pela Universidade do Ulster em Comunicação visual.
Escreve de pé e deitado e continua a escrever listas que nunca lê.
De Londres trouxemos os lindíssimos:

How to Catch a Star (2004) Lost and Found (2005) The way back home (2007)
The Great Paper Caper (2008)

Resta dizer que tanto o texto como a ilustração são fabulosos. O texto prima pela simplicidade e clareza, sem cair no lugar comum; no mesmo sentido vai a ilustração. Este é um caso onde o texto vive da ilustração e esta vive do texto, numa simbiose inseparável.

Brevemente partilharei outros livros, de outros autores. Inté.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

BLOCO DE NOTAS II

AS CRIANÇAS, O MELHOR DO MUNDO

Manuela Ribeiro, especialista em Medicina Física e de Reabilitação no Hospital de S. João, no Porto, acredita, como Pessoa, que o melhor do mundo são as crianças e por isso coloca-as no centro deste livro. Todos os esforços em favor da felicidade da criança – no seu dia e todos os dias – são poucos. Elas merecem o máximo empenho e cuidado de todos. É exactamente isso que fazem as formiguinhas, as abelhas, os gafanhotos, os pirilampos e as borboletas que moram neste jardim do arco-íris, resultando mesmo o aparente fracasso (ou não total sucesso) como uma mais-valia de beleza e diversidade.
Se a temática é pertinente e aliciante, o enredo em que assenta, sendo interessante a início, torna-se progressivamente mais óbvio, resultando num final demasiado previsível.
Este livro, todavia, é (ou conta) mais que uma história – é um projecto pensado como um todo e com manifestas preocupações pedagógicas. Evidência deste facto é o CD que o acompanha, com música de Sofia Ribeiro e Gui Duvignau e cantado por duas crianças em parceria com a autora da música; o poema / letra do hino do Jardim do Arco-Íris que se inclui no final (para acompanhar no CD); as breves biografias sobre todos os intervenientes no projecto; e algumas notas sobre a autora principal.
As ilustrações e o arranjo gráfico de Susana Ribeiro emprestam ao livro uma simbiose entre cor e ilustração, servindo a primeira para fazer notar o arco-íris e o seu lugar na narrativa e a segunda para evidenciar (ou fazer ver melhor) os eixos centrais do enredo.
Trata-se, como a dado passo se escreve, de “uma aventura de trabalho, sempre a pensar nas crianças”.

Título Jardim do arco-íris Autor(es) Manuela Ribeiro, Susana Ribeiro (ilustrador), Sofia Ribeiro e Gui Duvignau (músicos) Tipo de documento Livro Editora EBITDA Local Porto Data de edição 2008

quinta-feira, 18 de junho de 2009

BLOCO DE NOTAS I


De quando em vez, entre leituras e reflexões, dou comigo a escrever sobre os livros de outros autores, sobretudo daqueles que me impressionam, positiva ou negativamente. Partilhei com amigos algumas destas breves reflexões e estes "exigiram-me" que lhes desse alguma visibilidade. Consenti. Será o que farei nesta rubrica intitulada "Bloco de Notas", com simplicidade e singeleza.

O PLANETA AZUL E TU…

1. Luísa Ducla Soares é, talvez, a autora mais conhecida e querida dos pequenos leitores. Tal facto reside no conteúdo e no estilo do que publica, seja em prosa ou em verso. No que escreve, a autora põe de manifesto a sua preocupação fundamental de despertar nos leitores a reflexão sobre as questões substanciais do nosso tempo e de todos os tempos. O estilo caracteriza-se pelo recurso à ironia, à desconstrução temática e formal, numa clara atracção pelo nonsense, pelo jogo de palavras, pela musicalidade e pelo ritmo denso.
Estes são ingredientes de uma escrita que fascina miúdos e graúdos.

2. Um dos seus mais recentes livros intitula-se “O Planeta Azul” e, como o nome indica, sugere uma viagem “à terra que habitamos, que é a nossa casa. Tão conhecida e tão ignorada, [que] consegue sempre deslumbrar-nos e fazer-nos reflectir” (texto da contracapa).
Em 33 poemas, com estruturas formais variadas, mas onde predomina a quadra, a autora faz-nos a revisitar o planeta terra , querendo interpelar-nos com questões pertinentes, críticas e algumas sugestões. O tema geral do livro, em nosso entender, está inscrito no segundo poema do livro, intitulado “Canção da Terra”, quando se pergunta: “A Terra é nossa, quem vai permitir / que alguém se lembre de a destruir?”.
Detectamos, em termos temáticos, três linhas de força que se entrecruzam e se misturam num misto de desalento e de esperança:
- Uma primeira é a do louvor e do enaltecimento da natureza, das coisas e do mundo, como é o caso do poema “Louvor” (“Louvado seja / De norte a sul / O Planeta azul”) a que podemos juntar tantos outros, como “Lua”, “Os quatro elementos”, “Poema verde”, “Primavera à janela”, “Outono”, “O cão e o rio”, entre outros.
- Outra é a identificação de tudo o que no planeta não é belo pela acção nefasta do homem, como é o caso de poemas como “Planeta Azul” (poema de abertura), “Andorinhas da Primavera”, “Gaivotas”, “Vamos ao Centro Comercial”.
- A terceira decorre da anterior e pretende ser uma incisiva chamada de atenção ao leitor (enfatizada pelo uso da segunda pessoa do singular) numa tentativa enérgica de o implicar e lhe reclamar escolhas concretas e pessoais, tantas vezes contra a própria educação familiar, como é manifesto no poema “Vamos ao Centro Comercial” ou contra hábitos enraizados, como se mostra no poema “Escolha” (“O Sol nascia / e tu ficaste a dormir”). E tudo isto porque “Sem ti, / por tão pouco, / o mundo ficaria oco” (último poema), e porque a Terra, “Ela é a nossa casa, / a vossa, a minha e a tua!” (poema “A nossa terra”).

3. As ilustrações de Gisela Miravent são figurativas e, apesar de simples e sem grande elaboração técnica, ajustam-se ao conteúdo do livro, preenchendo pequenas manchas da página e reiterando, de certo modo, a mensagem ecológica do texto.
Um livro a ler, com gosto e de forma divertida, para repensar o nosso modo de habitar este nosso “Planeta Azul”.

Título Planeta Azul Autor(es) Luísa Ducla Soares, Gisela Miravent (ilustrador) Tipo de documento Livro Editora Civilização Local Porto Data de edição 2008

NOS JARDINS DE INFÂNCIA DE PAÇOS DE FERREIRA

Ontem, quarta-feiram, tive o grato privilégio de estar, ler e contar, para os mais pequeninos do Jardim de Infância de Central de Paços de Ferreira e do Jardim de Infância de Ermida (Penamaior).
A festa foi bonita: gostei de ver como os meninos conheciam já algumas das histórias e dos poemas que eu escrevi. Mérito das educadoras! Como brincaram, cantaram e vibraram! Foi, de facto, uma festa: a Festa da Poesia!
Obrigado e Parabéns.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

ALFABETO DE ADIVINHAS RECOMENDADO PELA CASA DA LEITURA

A CASA DA LEITURA, da Fundação Calouste Gulbenkian, incluiu o meu livro “Alfabeto de Adivinhas” com ilustrações de Pedro Leitão, na sua "Montra" de títulos para pré-leitores e leitores iniciais, com a seguinte sinopse, assinada por Ana Margarida Ramos:

Em formato de álbum, este livro combina o género dos alfabetos com o das adivinhas, construindo um livro que apela à curiosidade dos leitores e joga com as suas expectativas e possibilidades de interpretação. Cada adivinha, apresentada sob a forma de quadra, refere-se a um objecto que a ilustração, uma vez virada a página, ajuda a identificar. As imagens, contudo, também fornecem pistas falsas, pondo à prova a atenção dos leitores. Num registo apelativo, tanto do ponto de vista do texto como das imagens, este livro de pequeno formato parece brincar com os leitores, desafiando-os e pondo-os à prova a cada virar de página.

[Ana Margarida Ramos]

sábado, 6 de junho de 2009

AINDA MAIS ANDANÇAS

1. Um dia depois do Dia Mundial da Criança, fui dizer Poemas da Bicharada e contar Histórias com Bichos a Santa Maria da Feira, ao Colégio Pierre de Cupertin, a convite da Livraria Vicío das Letras.

2. Na quinta-feira, estive com duas turmas do 3.º ano da EB 1 da Solum, em Coimbra, a rever caras e sorrisos que encontrara durante a Semana da Leitura.

3. Ontem, tive o grande privilégio de participar na apresentação do livro "Poemas do Avesso", escrito por todos os alunos do 1.º Ano da EB1 de Santa Apolónia, em Coimbra. Esta pequena grande obra, da qual me sinto um "cadito" responsável, está linda, com poemas redigidos pelos alunos, ilustrações feitas pela mãe Andreia e pelo amigo Nuno e editada pela Tropelias & Companhia.
Nesta festa estiveram presentes os dirigentes escolares (do Agrupamento e da escola), da autarquia (junta) e todos os colegas da escola.
Eu, apesar de chegar atrasado ou talvez por isso, senti-me em casa e gostei de captar o entusiasmo dos pequenos pela poesia, de ver o cansaço feliz da professora São, de sentir a presença e acompanhamento dos pais ao desenrolar de todo o processo do projecto. Parabéns a todos e... venham mais poemas do avesso.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ALFABETO DE ADIVINHAS


Depois de algum compasso de espera, eis que vem à luz do dia o meu "Alfabeto de Adivinhas", editado pela Terramar, com ilustrações (lindíssimas) de Pedro Leitão.

A apresentação será no próximo Sábado, dia 06, na Feira do Livro do Porto, das 18h às 19h, no stand da Terramar.

Para aguçar o apetite, fica aqui a capa:

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS DE AGOSTO Leonor Riscado apresenta, na revista Pais & Flhos, do mês de agosto, o meu livro &qu...