terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O CRILIJ RECOMENDA NO SÍTIO DA RBEP

Manuela Maldonado, do Centro de Recursos e Investigação sobre Literatura para a Infância e Juventude (CRILIJ) recomenda, no sítio da Rede de Bibliotecas Escolares do Porto (RBEP), os meus livros da colecção “O Barulho dos segredos” com os seguintes comentários:

EU FUI O MENINO JESUS

O volume é uma colectânea temática, maioritariamente composta por narrativas já apresentadas noutros contextos, o que é explicado pelo autor num “Registo” no final do livro. Há, porém, uma história inédita, a última, que dá o título à colectânea.
O universo romanesco é o de um sem-abrigo, Raimundo, que contingências da vida lançaram para a rua. Numa linguagem familiar, às vezes poética, o narrador conta os encontros e os desencontros da personagem, ora tendo a compaixão ora o desprezo dos outros. Todavia, na véspera de Natal de 1980, ao comer a ceia que lhe haviam oferecido à luz de uma bela fogueira retemperadora, aparece do nada uma mulher andrajosa com uma criança nos braços. Repartem-se os manjares e todos se acomodam no lugar do sem-abrigo. No dia seguinte, o choro da criança acorda Raimundo e sozinho com o garoto abandonado toma uma decisão: regressa à antiga casa na aldeia, faz-se agricultor e pai adoptivo.
É o filho quem conta, sempre na terceira pessoa, mudando o registo para a primeira, quando explica as circunstâncias em que soube dos acontecimentos.
No entanto, as outras situações narrativas desenvolvidas são deveras originais. Por exemplo, a primeira que faz de um rato o repórter atento de tudo o que se passa aquando do nascimento de Jesus, desde a aflição de Maria, ao embaraço de José, ao atarefamento do burro e da vaca, ao deslumbramento dos visitantes: anjos, pastores, magos até à partida da Sagrada Família para Nazaré. E tudo escrito em quintilhas.
Outras situações únicas encontram-se nas restantes narrativas!...
Anabela Dias faz um excelente trabalho de ilustração e paginação, enriquecedor do texto escrito no sentido de abrir horizontes interpretativos. (A partir dos 7 anos).

O RAPAZ DA BICICLETA DE VENTO E OUTRAS ANDANÇAS

Está de regresso o João Manuel do texto poético e dos trocadilhos linguísticos, dois modos de contar tão consentâneos com a alma infantil.
As duas primeiras narrativas fluem ao ritmo do tempo e do espaço imaginários onde as descobertas não precisam de lugares físicos para serem guardadas porque “feitas da matéria dos sonhos”.
Se na primeira narrativa, que dá o título ao volume, se desencadeiam as cinesias de viagens infindáveis pelo maravilhoso, na segunda – O Encanta Pardais Voador, parte-se do estaticismo de um espanta-pardais, para o movimento interior de um coração maior que o mundo: de espantalho, torna-se um encantador.
Nas outras três histórias são os jogos linguísticos e semânticos que desencadeiam histórias. Se a primeira – Ir num Pé e voltar Noutro, remete para o cotidiano das travessuras de um jovem com seus pares, já… Uma Família com Nuvens na Cabeça faz de um menino noctívago e estranho o timoneiro da paixão da família pelo espaço sideral, ou não tenham o apelido Polaris.
Por último e, talvez a mais criativa de todas, jogando-se com a palavra choramingas, é-se envolvido por uma trama em que avô e neto, sendo protagonistas, resolvem um problema de raiz: “ o “cinzentismo” da existência, mitigado pelo imaginário.
De um neto enfezado, o avô fez dele um gigante como contador de histórias.
O texto icónico de Marta Madureira, de traço plurissignificativo e cromaticamente apelativo, dialoga inteligentemente com o texto escrito. (A partir dos 8 anos)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

REGISTO TARDIO DE ANDANÇAS

- No passado dia 17 de Dezembro, estive no programa Verso Reverso”da “Regiões TV” (Canal 88 da ZON), a conversar sobre tradições de Natal e, na qualidade de contador de histórias, contei o meu “Eu fui o Menino Jesus”. Foi uma tarde muito bem passada no Guarani Café.

- No dia 14, foi o Canal 1 da RTP e o programa a Praça da Alegria que me acolheu (a mim, aos alunos do Colégio Terras de Santa Maria e à Dra. Salomé, do Zoo de Lourosa) para apresentar o livro “Raras Aves Raras”.


- No dia 10, visitei a Anadia. De manhã estive numa escola do 1.º Ciclo com todos os alunos. De tarde, acolhi e conversei com alunos do 5.º ao 9.º anos no Centro Cultural, no âmbito da Feira do Livro Municipal. Gostei deste encontro com os mais velhos!

- No dia 9, receberam-me os alunos do 5.º e 6.º anos da EB 2/3 de S. Mamede de Infesta. A conversa desenrolou-se em redor do meu livro “A Casa dos Feitiços”. O diálogo, resultante das perguntas feitas, foi interessantíssimo. Assim sim!

- No dia 6, a Biblioteca Escolar da EB 2/3 de Leça do Balio engalanou-se para me acolher pela segunda vez. Foi acolhido por um rei de papel (“Morava num livro / um rei de papel” - do livro “Rondel de Rimas para Meninos e Meninas”), escutei poemas musicados e respondi a uma multidão de perguntas!

A CASA DA LEITURA RECOMENDA...

A CASA DA LEITURA da Fundação Calouste Gulbenkian incluiu o meu livro “Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas”, com ilustrações Sónia Borges, na sua "Montra" de títulos para “Pré-leitores” e “ leitores iniciais” com a seguinte sinopse, assinada por Ana Margarida Ramos:

Colectânea de textos poéticos que recuperam as formas da tradição oral, em particular o universo das rimas infantis e dos seus múltiplos subgéneros, este volume explora a dimensão lúdica da literatura, brincando com as palavras, os seus sons e a grafia, desafiando o leitor a descobrir um outro lado da linguagem que usa todos os dias. O recurso ao nonsense e ao humor conjuga-se com as medidas tradicionais, nomeadamente a redondilha, os paralelismos e as rimas, construindo textos onde a oralização se continua a revelar elemento crucial para a interpretação. De temática variada, os textos poéticos são acompanhados por ilustrações a preto e branco que procuram cristalizar os seus motivos centrais, reforçando também a vertente lúdica da edição. Ana Margarida Ramos

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

REEDIÇÕES

É com prazer que anuncio a reedição de dois dos meus livros. Trata-se de "Poemas para Brincalhar" e "A Menina das Rosas", este há muito esgotado.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ÚLTIMAS DUAS SEMANAS DE ANDANÇAS

A EB 2/3 de Figueiró dos Vinhos e também a EB 2/3 de Pedrógão Grande receberam a minha visita a 22 de Novembro, tendo-me encontrado com turmas do 1.º (na primeira) e 2.º ciclos (na segunda). Encontros com muita poesia e algumas histórias! Para meu encanto e dos pequenos grandes leitores!

No dia seguinte estive na EB 2/3 de Lagares da Beira, na Feira do Livro da Escola, com todas as turmas do 5.º e 6.º anos. Foi um dia muito bem passado, entre livros, conversas e poesia!
A 25 e 26 estive na Biblioteca Municipal de Lagos, no âmbito do Programa Itinerâncias da DGLB, com educadores, bibliotecários e professores a trabalhar o tema “A Poesia vai à escola”. Também me encontrei com crianças e pais em sessão de autógrafos.

No último dia de Novembro, fui ao Louriçal e à Machada em Pombal. Estive com os alunos do 1.º Ciclo destas escolas, vendo e escutando recriações (ditas e cantadas) dos meus poemas (dos livros “Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas”, “Soletra a Letra” e “Algazarra de Versos”). Gostei de ver e sentir como os alunos, dinamizados pelos seus professores, “exploraram” os meus livros e se deliciaram com a beleza das palavras!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

NO CORRER DOS DIAS...

Os dias têm sido pequenos para trazer aqui o registo dos caminhos percorridos, dos lugares visitados e dos acontecimentos produzidos.
Embora de forma breve, importa assinalar:
- a minha visita à EB 1 das Caxinas, em Vila do Conde, no passado dia 17 (Quarta-feira) para 3 minúsculas oficinas de poesia com seis turmas do 3.º ano;
- a festa que foi o encontro com os alunos da EB 1 de S. Martinho do Bispo, em Coimbra, com leitura, encenação, conversas e alegria, no dia 18 (Quinta-feira);
- a excelente conversa com as turmas do 5.º e 6.º anos da EB 2/3 de Fiães, em Santa Maria da Feira, na manhã de Sexta-feira, dia 19;
- a formação que desenvolvi para duas dezenas de educadores, professores e bibliotecários de Mirandela, no âmbito do Programa Itinerâncias, da DGLB, no Sábado, dia 20.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ANDAAAAAAAAAANÇAS...

- Dia 9, de novo no Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, desta vez na EB 2/3 de Oiã e no Centro Escolar da Palhaça, com os mais pequeninos do 1.º e 2.º anos. As preferências foram para os “Poemas da Bicharada” e “Eu fui o Menino Jesus”, entre outras.

- Dia 10, o encontro foi na EB 2/3 de S. Silvestre, nas margens do Mondego, primeiro com os mais velhos do 5.º e 6.º anos e depois com o 1.º Ciclo. Fiquei surpreendido ao ver como trabalharam os contos do meu “O Rapaz da Bicicleta de Vento e outras andanças”, nomeadamente “O Encanta Pardais voador”. Houve também tempo e lugar para dizer e cantar os “Poemas da Bicharada”.

- Dia 11, dia de S. Martinho, a visita foi à EB 1 de S. João do Campo, ainda nas margens do Mondego. Estive com todas as turmas da escola que apresentaram trabalhos diversos sobre os meus livros, explicando-os e dizendo como os textos e os poemas os surpreenderam. Ao almoço comi as castanhas da praxe. De tarde, estive com os mais pequeninos do infantário.
No regresso a casa, parei em Aveiro, no Colégio Português para dizer duas palavras de apresentação sobre o livro “Por Outras Palavras” de Henrique Pereira e Isabel Marina, editado pela Tropelias & Companhia.

- Dia 12, participei, pela 5.ª vez consecutiva, nos Encontros Luso-Galaico-Franceses. Desta vez participei numa mesa sobre a edição de antologias de poesia. Falei sobre “As Antologias de Poesia da Trinta Por Uma Linha”.

- Dia 13, estive em Vila Verde, Braga, com um grupo de 14 educadores e professores, a reflectir sobre o lugar da poesia na escola, no âmbito do Programa Itinerâncias da DGLB.

domingo, 14 de novembro de 2010

A CASA DA LEITURA RECOMENDA...

A CASA DA LEITURA da Fundação Calouste Gulbenkian incluiu o meu livro “O Rapaz da Bicicleta de Vento e outras andanças”, com ilustrações de Mara Madureira, na sua "Montra" de títulos para “ leitores medianos” e “leitores autónomos” com a seguinte sinopse, assinada por Gabriela Sotto Mayor:

O Rapaz da Bicicleta de Vento e Outras Andanças reúne pequenos contos. «O rapaz da bicicleta de vento» e «O Encanta Pardais voador» conheceram edições anteriores e «Ir num pé e voltar noutro», «Uma família com nuvens na cabeça» e «O Chora(&)Minga, uma viagem à infância» surgiram inspirados pelos primeiros, como refere o paratexto final da publicação. Um conto enaltece o sonho e a imaginação, outro ensina o valor das segundas oportunidades, outro apresenta um menino apaixonado por pés-de-vento, um apela à compreensão e aceitação das diferenças e um último oferece o milagre do contador de histórias. É de sublinhar a forma original como «Ir num pé e voltar noutro» foi apresentado, já que toda a narrativa está estruturada com recurso a expressões onde o pé tem o papel principal (leia-se «pé ante pé», «meter o pé em ramo verde» ou «pezinhos de lã», apenas para citar alguns). Esta estratégia torna a sua leitura um apelativo quebra-cabeças, facilitando ao leitor o contacto com a sabedoria popular de um modo simultaneamente divertido e didáctico. As ilustrações de Marta Madureira recriam espaços e personagens com leveza e a beleza estranha a que nos tem habituado. Gabriela Sotto Mayor

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

ANDANÇAS!!!

Esta semana que hoje termina visitei:

- O Centro Escolar de Oliveira do Bairro, na Terça-feira. Nesta escola, que visitei pela segunda vez, encontrei-me com 4 grupos do 1.º e 2.º anos daquele agrupamento. Os livros mais trabalhados foram “Algazarra de Versos”, “Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas” e “Poemas da Bicharada”. Registo com agrado o trabalho de leitura prévia desenvolvido pelos professores e que faz toda a diferença na hora da conversa e do encontro.

- A EB 1 de S. Bento, em S. João de Ver, na Quinta-feira de manhã. Nesta escola, os alunos tinham preparado a recitação de vários poemas do livro “Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas”, tendo sido absolutamente fabuloso ver como os alunos disseram, cantaram e representaram as cantilenas deste livro.

- A Biblioteca Municipal Trindade Coelho, em Mogadouro, na Sexta-feira. Nesta biblioteca tive oportunidade de desenvolver 3 breves oficinas de poesia para alunos do 4.º ano de escolaridade deste concelho transmontano. Apesar de o tempo ter sido muito curto e de ter ficado com a sensação de que se tratou de um “rebuçado”, entender ter valido a pena, pelo menos como motivação ou ponto de partida para a escrita da poesia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

OFICINAS DE POESIA EM AMARANTE

Cerca de 3 dezenas de professores e educadores de Amarante estiveram comigo todos os fins de tarde nos passados dias 26, 27, 28 e 29, em duas oficinas de poesia: uma, "A Poesia vai à escola" e outra, "Os Mistérios da Escrita de Poesia para Crianças", promovidas respectivamente pela DGLB e pela Biblioteca Municipal.
A tarefa foi árdua e dura depois de cada dia de trabalho, mas, a avaliar pela opinião dos participantes, gratificante e motivadora para levar a poesia à escola e ao infantário e a explorar de forma consciente e educativa.

VER CLARO

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si
e o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.

Eugénio de Andrade (Os Sulcos da Sede, p. 17).

domingo, 31 de outubro de 2010

DIA DA BIBLIOTECA ESCOLAR EM OVAR

A Biblioteca escolas do Agrupamento de Escolas de Ovar quis comemorar o Dia da Biblioteca escolar com a minha visita à EB de Oliveirinha, no passado dia 28, para conversar com os alunos do 1.º Ciclo.
A visita, muito bem organizada, contou uma visita à escola /feita por dois alunos), a momentos de leitura, dramatizações, declamações de poemas, apresentação dos trabalhos elaborados pelos alunos, conversa comigo e a sempre desejada sessão de autógrafos.
Impressionaram-me a reescrita reinvenção preciosa de alguns poemas do livro “Poemas da Bicharada”. A ilustração de algumas quadras do livro “Soletra a Letra” e a sopa de letras do livro com o mesmo título.
Impressionou-me o trabalho e o acolhimento fraterno dos professores.
Obrigado!

NO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DA PEDRULHA

Nutro pelo Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel (conhecido pelo Agrupamento da Pedrulha), em Coimbra, um carinho e uma predilecção muito especial e que encontra a sua razão na longa colaboração (3 anos, pelo menos) com a escola sede e as outras escolas do agrupamento, sobretudo a EB de Santa Apolónia e do Bairro do Loreto.

Pois bem! Na passada segunda feira, dia 25, visitei de novo e com renovado prazer algumas das escolas deste agrupamento. O convite chegou-me via responsáveis da biblioteca que me brindaram com um excelente mural numa das paredes da biblioteca, com dois poemas do meu “Rondel de Rimas para Meninos e Meninas”, a par de apresentações declamadas, encenadas e cantadas de alguns poemas meus, sobretudo do poema “As Mãos” do livro “Algazarra de Versos” (poema escrito a 29 de Abril de 2008, a partir de “As Mãos” de Manuel Alegre, com o 4.º Ano, turma 6, da EB1 de Santa Apolónia).

Da escola sede parti ao fim da manhã para a EB 1 do Bairro do Loreto, onde pude rever algumas professores conhecidas de trabalho anterior. Pena foi que a professora Antónia não pudesse estar presente por se encontrar hospitalizada (As melhoras!). A visita foi animada!

Tive também o grato prazer de almoçar com o director do agrupamento e respectiva equipa!

De tarde, desloquei-me à EB 1 de Brasfremes e Eiras. Em ambas as escolas fui recebido pelos alunos e professores de forma entusiasta com leitura de poemas, adivinhas e canções de poemas dos meus livros.


Foi um dia muito bom! Agradou-me o entusiasmo dos alunos em redor da poesia, dos livros e do poeta! Agradou-me o empenho dos professores em preparar o contacto e a leitura prévia com os meus poemas! Agradou-me a festa que a poesia convocou!
Parabéns a todos!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

31 DE OUTUBRO - DIA DAS BRUXAS (HALLOWEEN)

A avó conta que antigamente
o dia das bruxas era diferente.

Uma panela ou abóbora oca
com quatro ou cinco buracos,
imitando olhos, nariz e boca,
e uma luz de vela acesa: era a coca,
a assustar distraídos e velhacos.

O avô diz que os medos de outrora
não são diferentes dos de agora.

Fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras,
monstros, gatos negros são apenas
as novas e sempre mesmas maneiras
de afugentar o medo com brincadeiras
e travessuras grandes e pequenas.

domingo, 24 de outubro de 2010

A CASA DA LEITURA RECOMENDA

A CASA DA LEITURA da Fundação Calouste Gulbenkian incluiu o meu livro “A Casa dos Feitiços”, com ilustrações de Gabriela Sotto Mayor, na sua "Montra" de títulos para “ leitores iniciais” e “leitores medianos” com a seguinte sinopse, assinada por Ana Margarida Ramos:

Justamente considerado como um dos mais promissores autores de poesia para a infância, João Manuel Ribeiro publica A Casa dos Feitiços, uma colectânea onde é possível notar uma evolução na poética do escritor. Depois de algumas obras onde estava muito clara a recuperação e a reescrita da tradição, mais próximas do imaginário das rimas infantis e da vertente lúdica da literatura para a infância, esta colectânea recupera o universo familiar, em particular o da casa das memórias e dos afectos das figuras dos avós. Entre a cumplicidade, a admiração e a recordação nostálgica, a casa mágica torna-se subitamente habitada e próxima através da poesia e da memória. As ilustrações, explorando quase sempre o jogo da dupla página, recriam personagens e motivos assíduos, assegurando a coerência visual e gráfica do livro. (Ana Margarida Ramos)

ANDANÇAS, ANDANÇAS, ANDANÇAS

Nos últimos tempos, as andanças têm sido muitas e saboras.

1. Andei por terras do Alto-Douro, mais concretamente pelo Peso da Régua, onde, na Biblioteca Municipal orientei a Oficina "Os mistérios da Escrita de Poesia para Crianças" no âmbito do Programa Itinerâncias da DGLB (dia 16).

2. Fiz um périplo por algumas escolas do Concelho de Santa Maria da Feira, a saber: a EB1 Aldeia (Sanfins); a EB 1 Souto Redondo, (S. João de Ver), a quem agradeço o Acróstico que me dedicaram; a EB1 Beire (S. João de Ver); a EB 1 Farinheio (Fornos); a EB 1 Gesteira (S. João de Ver). Agradeço aos professores o carinho e cuidado que colocaram na preparação e concretização da visita. E a notícia versificada quer deram das nossas conversas.

3. Colaborei na "Oficina das Histórias" na EB 1 Solum, em Coimbra, uma oficina de escrita criativa dinamizada por mim, pela Mª João Olaio (a professora  bibliotecário) e o Pedro Serra (da Associação de Pais). O primeiro encontro foi muito bom!

4. Desaguei à beira-mar, em Vila do Conde, na Biblioteca Municipal José Régio, a dinamizar a Acção de Formação "A Poesia vai à Escola", no âmbito do Programa Itinerâncias da DGLB (dia 22).

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO - 16 DE OUTUBRO

A Rita sabe, mesmo sem sede,
que água é essencial e faz bem!
O Ivo, guloso como é, só pede
coca-cola que tanto açúcar tem!

Sem dietas tontas, a Gabriela
come muita fruta e cereais!
O Valter, apesar de magricela,
come óleos e gorduras demais!

Com um pneu na barriguinha
o André dispensou o chouriço!
A pobre da Marta, coitadinha,
não engorda nem com isso!

Diz que peixe não puxa carroça,
o Rui, musculoso e vitaminado!
A Luísa, esperta e bonita moça,
come de tudo um bom bocado!

Uma grande parte dos meninos
só quer e gosta de guloseimas!
Neste dia da alimentação, finos
os que bem comem, sem teimas!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DO PROFESSOR - 07 DE OUTUBRO

Ilustração de Elisabete Ferreira
MODOS DE…
[A Jacques Charpentreau]

Tem modos de ler
que fazem tremer...

Modos de narrar
que fazem chorar...

Modos de dizer
que fazem reler...

Modos de somar
que fazem sonhar...

Modos de corrigir
que fazem progredir...

Modos de ensinar e ser
que fazem aprender...

O professor.

[Do livro Algazarra de Versos]

A BRAÇOS COM A LEITURA

Gisela Silva e Teresa Lares teceram alguns comentários no blog Vox Nostra sobre dois livros meus:
- O Rapaz da Bicicleta de Vento (ilustrações de Marta Madureira)
- Gémeos (ilustrações de Helena Zália)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS - 4 DE OUTUBRO

Juntaram-se numa manifestação
diante do parlamento da nação,
lembrando aos nossos eleitos
que são seres com direitos…:

O fundamental direito à existência
e a ser estimado e respeitado,
sem maus tratos ou violência,
e a viver livre em meio adequado;

a não ser votado ao abandono;
a uma longevidade natural,
a viver livre ou com o seu dono,
sem qualquer fim comercial;

a alimentação e repouso absorto,
a não ser para entretenimento
ou qualquer outra experimentação,
a ser respeitado quando morto.

E tu, se queres fazer animal feliz,
mesmo não sendo deputado,
faz como São Francisco de Assis,
defende-o sempre, em todo o lado.

FINALMENTE! CANTILENAS LOUCAS...

Durante largos meses, na coluna da direita (mesmo ao lado), debaixo da capa do livro "Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas", aparecia a indicação "brevemente". Foi um demorado brevemente que viu passar-lhe à frente um e outro livro.
O brevemente feneceu! O livro viu a luz do dia, chegou-me hoje às mãos e, segundo sei, está já a caminho das livrarias. É o 13.º volume da colecção Abracadabra, da Terramar.
É o 3.º livro que esta editora de Lisboa me edita: o primeiro foi o Poemas da Bicharada (o n.º 12 da mesma colecção) e o segundo foi o Alfabeto de Adivinhas.

Sobre estes livro diz-se na contracapa:

Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas recria a temática e a estrutura formal da poesia tradicional, com acentuada exploração da fonética, do ritmo e da melodia a par do vertente lúdica da própria língua, resvalando muitas vezes para o aparente sem-sentido (nonsense), que cativa, seduz e possibilita um reencontro feliz com a cultura e a poesia.
Este é um livro para cantarolar às crianças, tanto e a tal ponto, que as suas orelhas fiquem roucas de encantamento e prazer.

As ilustrações que acompanham as cantilenas são da Sónia Borges, ilustradora  nascida em 1981, em Mirandela, e licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, em 2004, que ilustrou, entre outros, o já citado Poemas da Bicharada.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

1 DE OUTUBRO - DIA INTERNACIONAL DA MÚSICA

Zim-Zim–Zim
- Que desatino!
Não sei quem faz assim!
Será o violino?

Pás-Pás–Pás
- Que som forte e audaz!
Não imagino quem o faz!
Será a pandeireta?

Tum-Tu-Ru-Rum-Tum–Tum
- Que sonoro e solene rufar
como não há mais nenhum!
Só pode ser o tambor!

Tá-Tá-Rá-Rá-Tá-Tá
- Quem falta, não está,
mas com ela logo se põe lá.
Rica corneta!

Viva a música!
Zim-Zim–Zim
Viva a música!
Pás-Pás–Pás!
Viva a música!
Tum-Tu-Ru-Rum-Tum–Tum!
Viva a música!
Tá-Tá-Rá-Rá-Tá-Tá!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

NA PÚBLICA...

A CASA DA LEITURA RECOMENDA...

A CASA DA LEITURA da Fundação Calouste Gulbenkian, em sinopses assinadas por Gabriela Sotto Mayor, recomendou os meus novos livros:

EU FUI O MENINO JESUS

Eu Fui o Menino Jesus é uma compilação de contos unidos por um mesmo mote que, como regista uma pequena nota no final da publicação, «já viveram em outras páginas, repartidos por vários Natais, com excepção do último» que empresta o nome ao livro e que foi escrito especialmente para esta edição. Assim, a propósito do Natal, e nomeadamente a partir de um poema e quatro breves contos, podemos ler sobre o presépio na voz de um ratinho chamado Daniel; sobre a longa jornada dos três Reis Magos de encontro ao «Menino Deus Salvador»; sobre um anjo cego que rapidamente descobre que «quem tem olhos nem sempre é quem vê melhor»; sobre um postal de Natal que não gosta do Natal e, finalmente, porque «a vida dá muitas voltas» testemunhamos como é que uma vida «outrora desgraçada» agora se encontra «serena e em paz». As palavras de João Manuel Ribeiro encontram-se muito bem acompanhadas pela habitual subtileza, em jeito de pontuação, das expressivas e sugestivas ilustrações de Anabela Dias. [Leitores medianos e autónomos]

SOLETRA A LETRA

Recuperando o trava-línguas do universo literário tradicional, João Manuel Ribeiro explora as potencialidades humorísticas e lúdicas do alfabeto. O autor tira partido do cómico que resulta de muitos dos jogos sonoros rítmicos e fonéticos, a que não é alheio o nonsense. A pronúncia e articulação, por vezes difíceis, apresentam-se como um desafio divertido que prende a atenção do leitor. Esta é uma boa estratégia de aprendizagem do alfabeto, de enriquecimento do vocabulário e um excelente instrumento facilitador do desenvolvimento das competências de leitura em voz alta. As ilustrações de Elsa Fernandes complementam os poemas e dão cor aos momentos escolhidos para cristalizar visualmente. [Pré-leitores e leitores iniciais]

ANDARILHAS

Eu, Andarilho...
Assim mesmo! Andarilho de contos, poesias, partilha de conhecimentos e experiências com contadores, educadores, professores, escritores e editores!
Desta XI edição registo, para memória (pessoal) futura:
- A formação para os professores do 1.º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Santiago Maior (Beja).
- A noite de conversa com o galego Xabier Puente do Campo (que me levou à leitura dos seus livros: Cando petan na porta pela noite e O libro das viaxes imaginarias. Só me apraz um adjectivo: excelentes).
- O convivio com dois grandes Antónios: o António Torrado e o António Mota.
- A participação na Tertúlia 2 por 2 com a participação da Carla Oliveira (editora da Orfeu Negro), moderana por Andreia Brites.
- O contacto pessoal com tanta gente (bonita).

Até às próximas Andarilhas...

domingo, 12 de setembro de 2010

A CASA DA LEITURA RECOMENDA...

A CASA DA LEITURA da Fundação Calouste Gulbenkian incluiu o meu livro “Algazarra de Versos”, com ilustrações de Elisabete Ferreira, na sua "Montra" de títulos para “leitores iniciais e leitores medianos” com a seguinte sinopse, assinada por Gabriela Sotto Mayor:

João Manuel Ribeiro, em Algazarra de Versos, colectânea de mais de vinte poemas, revela claras influências da literatura oral tradicional, apoiando-se na herança das rimas infantis, enfatizando a plasticidade que caracteriza a linguagem enquanto brinca com a métrica, com os sons e com a grafia das palavras. De temática diversificada, como se pode inferir desde o título, percorrendo distintos géneros (como as adivinhas, o alfabeto ou os provérbios), o fio condutor deste volume reside na capacidade do escritor de desconstruir a linguagem com mestria e ludicidade, recorrendo para isso a múltiplas combinações rítmicas, fónicas, melódicas, semânticas e lexicais, sensibilizando o leitor para a poesia. As ilustrações trazem cor e algum humor à publicação sendo de salientar o equilíbrio e a leveza de leitura de algumas páginas simples com fundo branco (vide dupla «Sabias que» e «Contos & pontos tontos») em comparação com outras menos felizes com fundo ilustrado (vide dupla «Andorinha do meu telhado» e «O fruto do saber»). (Gabriela Sotto Mayor)

UM LIVRO ESPECIAL PORQUE...

Neste livro (con)vivem 24 poemas escritos durante o contacto com muitos alunos alunos do 4.º ano da cidade de Coimbra, no âmbito do doutoramento em Ciências da Educação, cujo tema genérico é "A Poesia na Escola".
Muitos destes poemas foram escritos entre observações de aulas, conversas com professores e jogos poéticos. Dois foram redigidos com a prestimosa colaboração  com os então alunos do 4.º Ano, turma 6 da EB1 de Santa Apolónia (poema "As mãos" a partir do poema com o mesmo título de Manuel Alegre) e com o 4.º Ano da EB1 Norton de Matos (poema "Romance").
Outros nasceram das conversas com os professores (como por exemplo: O fruto do saber, Contos & Pontos Tontos, Modos de... (dedicado ao professor), Oulipo, entre outros).
O livro, ilustrado por Elisabete Ferreira, é graaaaande (formato A4) e é editado pela Trinta Por Uma Linha.
Mais livros estão já a caminho das livrarias (à espera de muitos leitores)...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

AGOSTO, POESIA DE JOÃO MANUEL RIBEIRO

O blog “Poesia Infantil i Juvenil” em língua catalã sobre “Poemes infantils, embarbussaments, endevinalles, cançons infantils, llibres i editorials de poesia infantil i juvenil, activitats sobre poesia infantil i juvenil a l'aula i a la família, webs de poesia infantil, poetes infantils” dedica o seu post de hoje à minha poesia para a infância com o título “Agosto, poesia de João Manuel Ribeiro” e o seguinte texto:

No podem acabar agost sense un poema del sobre aquest mes. Ens ha agradat molt la poesia infantil del portuguès João Manuel Ribeiro, amb la illustració que per al poema ha realitzat Anabela Dias.”

Vejam o post e o poema transcrito aqui, e deixem-se perder na poesia excepcional do blog.

Obrigado, Sàlvia!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

NA MONTRA DA CASA DA LEITURA

A Montra do Serviço de Orientação da Leitura (SOL) da Casa da Leitura apresenta dois livros meus nos seus destaques para este mês, na categoria de leitores autónomos:
- A Rainha da Misericórdia, com ilustrações de Sandra Nascimento.
- Amo-te. Poemas para gritar ao coração, com ilustrações de Ângela Ferreira.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

ENTREVISTA A "LIVROS & LEITURAS"

Lurdes Breda, colaboradora da revista online “Livros & Leituras” entrevistou-me a propósito da minha escrita e dos meus livros. À entrevista, citando-me, deu o significativo titulo: “a blogosfera é um espaço público de oportunidades”. A dita pode ler-se aqui.

sábado, 14 de agosto de 2010

"EU (NÃO) SOU OS MEUS LIVROS"

A Feira do Livro da Póvoa de Varzim acolheu, ontem à noite, mais uma tertúlia “A-ler-o-mar” que reuniu Ivo Machado, Carlos Quiroga, valter hugo mãe e Alberto Serra. Moderada por mim, a conversa tinha como tema "Eu sou os meus livros".

Todos os escritores foram unânimes na negação da proposição que lhes foi apresentada. Afirmando que “eu não sou os meus livros”, Ivo Machado revelou que “assusta-me passar nas livrarias e ver um livro meu”. O autor reconheceu que está naquilo que escreve e confessou que até “gostaria de ser os meus livros para estar além da verdade e da mentira”.

valter hugo mãe afirmou que “tenho tendência para achar que nunca parto para um livro para falar sobre mim” mesmo tendo a “noção que um livro depois de escrito passa a fazer parte da minha biografia”. “Eu não estou nos meus livros, quando muito os meus livros estão em mim”, acrescentou. O escritor disse ainda que “na minha consciência não consigo abranger a plenitude de tudo o que escrevo”. Sabemos o que sabemos e temos obrigação, como escritores ou artistas, de procurar saber o que não sabemos. E a este propósito, declarou “tento fazer luz na escuridão procurando conhecer o que não sei”. valter hugo mãe referiu-se também à contingência da literatura segundo a qual o texto é sempre muito mais brilhante do que o seu autor. O autor é mortal e a obra eterniza. “Não acredito em nenhum livro. Acho que os livros correspondem sempre à fuga porque a realidade é intransmissível” acrescentou o escritor que expôs que “depois de ter escrito o livro, ele fica a participar na minha vida”.

Carlos Quiroga apontou os vários motivos, tanto de forma como de conteúdo, que o levam a recusar completamente a frase “Eu sou os meus livros”. O escritor considera que alterando a sintaxe ou o tempo verbal talvez a frase pudesse fazer algum sentido. Assim sendo, “os livros que escrevi também sou eu” ou “os livros também sou eu que os escrevi” foram algumas das premissas aceites pelo autor.

Alberto Serra também contrariou a frase, afirmando que “eu não sou os meus livros” e “se fosse não estava aqui”. “Desde que sonhei ser os meus livros, tudo se tornou mais leve na minha vida”, acrescentou.

[Texto retirado do portal da Câmara Municipal da Póvoa]

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TOUR PELO ILUSTRATOUR

Este fim-de-semana privei de perto com o trabalho de ilustração do japonês Satoshi Kitamura, do argentino Istvansch, da francesa Delphine Durand, da espanhola Elisa Arguilé, da australiana e nova-iorquina Sophie Blackall (blog), da francesa Rébecca Dautremer e com uma pequena multidão de editores, escritores e ilustradores espanhóis (entre os quais Fernando Agresta (editor de Edelvives), Daniel Nesquens (escritor) António Santos, Rafa Vivas, Sandra López, entre outros). O encontro foi em Valladolid, no IlustraTour 2010 - III encuentro Internacional de Álbum Ilustrado, subordinado ao tema “Viaja, Experimenta, Crece - Redondez, planície y otras formas continentales”.

Satoshi Kitamura e Rafa Vives
Istvansch
Delphine Durand com António Santos
Sophie Blackall com Sandra López

Neste encontro internacional foi oferecida uma panorâmica da ilustração mundial - da ilustração na Ásia (por Satoshi Katamura), na Europa (por Delphine Durand em conversa com António Santos), na América (por Istvansch), em África (por Samuel Mountmounjou), em Espanha (por Daniel Nesquens, Elisa Arguilé e Rafa Vivas) e em França (com Rébecca Dautremer). Interessantíssimo! Fiquei com uma perspectiva do que se faz no âmbito da ilustração por esse mundo fora.

Deliciosa foi ainda a visita à exposição “Mês Petites Papiers”, no Museo Patio Herreriano, com originais da trajectória de Rébecca Dautremer. Sublinho apenas que este museu é um museu de arte contemporânea que acolheu uma mostra de originais duma ilustradora de livros infantis! Acontecimento de rara importância e só possível em lugares… (completem vocês).

Rébecca Dautremer
Espantosa foi também a noite de cinema de Sábado com o filme “Kérity, la Maison des Contes”, com a presença da mãe das personagens e cores do filme - Rébecca Dautremer. Fica aqui um pequenino excerto para aguçar o apetite. E a pergunta: “Para quando a sua visualização em Portugal?


Ah! Apesar do encontro ser internacional não vi lá nenhum ilustrador português... Hum!!!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

NA FEIRA DO LIVRO DA PÓVOA DE VARZIM

O convite era para participar numa sessão de leitura na Feira do Livro da Póvoa de Varzim. Os livros seleccionados eram “Poemas para Brincalhar”, “Amo-te - Poemas para gritar ao coração” e “Verso a Verso - Antologia Poética”.
E quase que era assim, ontem, ao fim da tarde. Digo quase porque quem fez a leitura de grande parte dos poemas do livro “Poemas para brincalhar” foram as crianças presentes em número significativo. Isso foi o que mais me agradou: ver que (digam o que disserem) as crianças lêem, e fazem-no com gosto e prazer.
Nesta breve sessão de leitura tive ainda oportunidade de ler poemas de “Amo-te” e ser acompanhado pela Manuela Ribeiro que também leu poemas dos diversos autores da antologia poética “Verso a Verso”.
Na próxima Quarta-feira participarei em nova sessão de leituras.

terça-feira, 20 de julho de 2010

CASA GRANDE NO PLANO NACIONAL DE LEITURA

Foi actualizada a lista dos livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura. Depois do "Rondel de Rimas para Meninos e Meninas" mais um livro meu foi recomendado: "A Casa Grande - Manifesto de Cidadania".

sábado, 17 de julho de 2010

AMO-TE NA NOTÍCIAS SÁBADO

Na revista “Notícias Sábado” do DN e JN de hoje, na secção IN’ Livros, o meu livro “Amo-te”, com ilustrações de Ângela Ferreira é apresentado, como livro de poesia, do seguinte modo:

Assumem-se como “poemas para gritar ao coração”, ideais para termos por perto se porventura surgir um arroubo amoroso inesperado. Fortemente impressivos, os poemas aqui reunidos falam de amores tão intensos quanto violentos, capazes de arrebatar até os mais contidos: «Amo-te intempestivamente / como se guardasse um vendaval nas meninas dos olhos / ou um punhal desmanchando-me a carne: / és um extenso sismo [levedando-me]»

OS MISTÉRIOS DA POESIA EM AMARES

No passado dia 15 estive em Amares, com meia centena de professores a descobrir “Os mistérios da escrita de poesia para crianças”. Esta acção de formação foi promovida pela Câmara Municipal no âmbito do Programa de Itinerâncias 2010, da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas.
Assim, passamos (deliciosamente) o dia a sentir a força das palavras e a tentar lucidamente definir o inefável, porque (confirmamo-lo) de poeta e louco todos temos um pouco e a poesia não é propriedade privada de ninguém e há algumas ferramentas que se não nos tornam poetas, permitem-nos sondar-lhe a anatomia, ao sabor do pensamento, do prazer e da emoção. Demos corda às palavras, construindo rimas (e/ou jogos de palavras) com letras e traços, palavras e encadeamentos, textos multiplicados, modelos e subversões.
Eu adorei o dia e mais uma vez comprovei que é preciso

VER CLARO
[porque]

Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si
e o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
Abençoado seja se lá chegar.

Eugénio de Andrade (Os Sulcos da Sede, 17).

sexta-feira, 9 de julho de 2010

A ROSA DE "A MENINA DAS ROSAS"

Em Coimbra fazem-se coisas bonitas!
Rosas, muitas rosas, no parque verde da cidade, num desafio lançado pela Câmara, no âmbito das festas da Rainha Santa Isabel, a todos os agrupamentos.
Cada Agrupamento recebeu uma rosa.
A rosa do Agrupamento de Escolas da Rainha Santa (Pedrulha) foi decorada, pelos alunos dos 4º anos, a partir do meu livro "A Menina das Rosas".
Vejam o efeito final e visitem! Está um verdadeiro jardim florido!
Descubram a rosa da menina das Rosas!!!!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A CASA DA LEITURA RECOMENDA...

A CASA DA LEITURA da Fundação Calouste Gulbenkian incluiu o meu livro “A Rainha da Misericórdia”, com ilustrações de Sandra Nascimento, na sua "Montra" de títulos para “leitores medianos e leitores autónomos” com a seguinte sinopse, assinada por Gabriela Sotto Mayor:

A Rainha da Misericórdia é uma narrativa ficcional que tem como protagonista D. Leonor, rainha que muito contribuiu para impulsionar a criação das Misericórdias Portuguesas. Inserida nas comemorações dos 500 anos da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, João Manuel Ribeiro revisita a História de Portugal com o auxílio de alguns dados históricos – como a construção da Igreja Matriz de S. João Baptista, o Compromisso da Misericórdia aprovado pelo rei D. Manuel I ou a data da morte de D. Leonor, entre outros – como forma de contextualizar a narrativa e a «necessária tarefa de praticar a misericórdia, refazendo a dignidade da condição humana». As ilustrações, embora um tanto ou quanto presas ao texto, recriam com pormenor alguns monumentos, como é o caso da igreja Matriz de S. João Baptista e da Sé Patriarcal de Lisboa, sublinhando o carácter histórico da publicação. Espera-se que a sua leitura estimule os jovens leitores a alcançar a abrangência do repto que D. Leonor lançou e a sua ainda necessária aplicação na contemporaneidade, assumindo papéis sociais mais activos e interventivos. Gabriela Sotto Mayor

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A CASA DA LEITURA RECOMENDA...

A CASA DA LEITURA da Fundação Calouste Gulbenkian incluiu o meu livro “Amo-te”, com ilustrações de Ângela Ferreira, na sua "Montra" de títulos para “leitores autónomos”, com a seguinte sinopse, assinada por Sara Reis Silva:

Desde o início e pelo título e o subtítulo – «poemas para gritar ao coração» –, esta colectânea poética inscreve-se tematicamente num universo dominado pelas emoções e, muito particularmente, pelo amor. Sempre num registo sustentado pela comparação e pela metáfora, frequentemente de inspiração naturalista e espiritual, no paradoxo e num fortíssimo sensorialismo, assente, por exemplo, na adjectivação, os vinte e seis poemas aqui reunidos dão conta da pluralidade de sensações e de reacções desencadeadas pelo sentimento amoroso ou pelas alegrias e as tristezas, as dúvidas, as perdas e as vitórias que este motiva. Sem mastigar palavras e conceitos, por outras palavras, sem o recurso a lugares-comuns, tão habituais quando se ficcionaliza o tema em questão, estes breves textos poéticos ora elogiam a subtileza, a discrição, a contenção verbal ou a contemplação, ora testemunham uma espécie de "ousadia", de coragem confessional, de exaltação ou de exacerbação, de certo modo, reflectidas, por exemplo, em títulos como "Navio de Fogo", "Perdição", "Sismo", "S.O.S.", "Tsunami" ou "Ferimento". A evocação constante de um "tu", que é "navio de fogo", "onda do mar" ou "país de mel", imprime autenticidade afectiva a um discurso poético também perpassado por tópicos como a saudade, o afastamento, a solidão ou o desencontro amoroso. Sara Reis da Silva

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A CASA GRANDE - RECENSÃO E NOTA CRÍTICA

No n.º 19 da Malasartes – Cadernos de Literatura para a Infância e Juventude, Gabriela Sotto Mayor escreve a seguinte recensão e nota crítica sobre o meu livro “A Casa Grande” com ilustrações de Ricardo Rodrigues:

"Em A Casa Grande, João Manuel Ribeiro apresenta-nos um Manifesto de Cidadania em prosa, género pouco habitual no escritor, muito embora formalmente nos seja apresentado como se de um poema se tratasse.
Logo nas primeiras palavras percebemos como tudo começou: «um dia, um homem teve o sonho de construir uma Casa Grande, sem portas nem janelas» (p. 6), que a todos desse abrigo, indiscriminadamente. Nas páginas seguintes, esse espaço de utopia é descrito de forma acessível, simples e sensível e são enumeradas as condições de acesso e permanência num espaço tão especial. O escritor recorre à repetição da expressão «Na Casa Grande», em todos os inícios de mancha de texto, página a página, imprimindo ritmo, cadência e uma certa musicalidade ao seu manifesto. A sua costela de poeta transparece em muitos exemplos, mas escolhemos o que se segue porque nos conquistou de modo particular: «O perfume intenso do humano / encharca e regula as decisões / de cada cidadão da Casa Grande» (p. 23).
A publicação aborda temas plurissignificativos como as diferentes línguas, latitudes, culturas, cores e crenças religiosas, contribuindo assim para o alargamento dos horizontes dos leitores. Deste modo, ao considerar «pensamentos» e «qualidades» (p. 16) como características a contabilizar para se ser rico o escritor consegue ampliar o conceito de riqueza, por vezes ainda pouco abrangente, no imaginário dos mais novos.
O escritor apela aos pequenos leitores e «(ainda) […] meninos de verdade» (p. 5) à sua generosidade e humildade sugerindo a partilha de tudo, seja material ou imaterial, como acontece com os sentimentos amor, verdade e perdão estimulando-os à sua prática e proliferação. Convida-os a participar neste desafio que é o combate pela conquista de uma linguagem universal, nova e comum a todos aqueles que respeitam a diferença e a diversidade.
A colaboração de João Manuel Ribeiro e Ricardo Rodrigues transformou-se numa verdadeira parceria pela forma harmoniosa e cadenciada com que palavra (texto verbal) e imagem (texto visual) se conjugam e se fundem num só texto. As ilustrações de Ricardo Rodrigues, de uma forma particularmente feliz, recriam os momentos-chave do texto. Veja-se por exemplo a genialidade com que o ilustrador interpretou o crescimento/envelhecimento, (con)centrando-o numa só personagem, recordando o leitor de que «a idade não se mede em anos mas em intensidade» (pp. 30 e 31). Assim como o texto visual também contempla aspectos que a componente verbal não inclui, veja-se neste caso a ilustração onde é retratada uma cidadã da Casa Grande (p. 21) quando o texto refere tão-somente um cidadão masculino. A tensão da tradução e interpretação do ilustrador é geradora de outras leituras completando e enriquecendo a publicação. Ricardo Rodrigues socorre-se de uma linguagem plástica contrastante, utilizando a colagem (ainda que subtil) para a simulação de padrões de vestuário, prestando especial atenção ao detalhe formal de cada personagem criada, à interacção entre personagens e seus contextos, valendo-se de uma paleta de cores vibrantes, combinada com especial sensibilidade e bom gosto. Somam-se ainda os diferentes pontos de vista que se podem ler em cada página assim como na sequência de páginas imprimindo ritmo na leitura.
Nos livros ilustrados de literatura para a infância descobrimos um diálogo entre três linguagens diferentes: a do texto escrito, a da ilustração e a do design gráfico. Neste caso, a linguagem visual (a ilustração em diálogo com o texto na paginação), longe de limitar as hipóteses de leitura da linguagem escrita, colabora com ela, de maneira cúmplice, para a construção de sentidos plurais. É disso um bom exemplo a leveza e poesia que podemos sentir, também visualmente, pelas opções de translineação adoptadas e de colocação do texto na página, responsabilidade assumida pelo designer.
O resultado desta (evidente) colaboração a três mãos é um livro sinérgico de fruição fluida, rico de informação cromática e formal diversificada, ao mesmo tempo organizado de modo expressivo, variado e, por isso, equilibrado.
A Casa Grande é um álbum metafórico onde se pode aprender a ser um maiúsculo cidadão que sonha sem medo de envelhecer e vive com intensidade.
Resta apenas desejar que os seus leitores abracem este manifesto e façam dele a sua bitola."

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A MAIOR FLOR DO MUNDO PARA SARAMAGO


REGISTOS TARDIOS

- No dia 07 de Junho estive com os alunos do 3.º Ano de Escolaridade do Colégio do Rosário, no Porto, que, orientados pela Dra. Sandra Santos leram, trabalharam e se deliciaram ( a julgar pelos trabalhos realizados) com “A Casa Grande”. Pude testemunhar como e em que sentido este livro é um Manifesto de Cidadania.

- No dia seguinte, fui à EB1 de Lordemão (em Coimbra) autografar livros e apresentar o livro “A Rainha da Misericórdia”.

- No dia 09, foi a EB1 da Pasteleira (no Porto) que me recebeu! E que bom que foi o encontro e deliciosa a conversa! Ainda dizem que tal…

- No dia 11 estive na zona centro do país, perto da Guia, em Pombal. No Jornal local a professora bibliotecária relatou assim a minha visita: “No dia 11 de Junho esteve, na Biblioteca Escolar dos Alhais (na Escola EB1), o escritor infanto-juvenil João Manuel Ribeiro. Todos os alunos dos JI e Escolas do 1º CEB da Freguesia do Carriço foram convidados, para que com os respectivos professores viessem à Biblioteca ouvir as histórias, poemas, adivinhas…, e muito mais, que este escritor tinha para contar.
Todas as escolas marcaram presença, em cinco turnos, de uma hora cada, ao longo do dia (das 9.30 às 15.30). Os alunos leram, cantaram, sorriram, viram e compraram muitos livros, desde: Poemas da Bicharada; Poemas para Brincalhar; Um, Dois, Três; Livro de Adivinhas; Gémeos; Sopas de Letras; Improvérbios, Pontos sem nó, e muitos outros.
O transporte de cerca de 230 alunos para a Biblioteca ficou a cargo da Junta de Freguesia do Carriço, também foram oferecidos balões para a “Festa da Poesia”. Foi deste modo festivo que o ano lectivo foi terminado na Biblioteca dos Alhais.
Após um ano lectivo de leituras na Biblioteca dos Alhais, foi atribuído o prémio aos melhores leitores aos seguintes alunos: Mariana Pereira Pata (1º Ano), Lara Fernandes Mesquita (3º Ano) e Marina Sofia Gonçalves Pereira (3º).
Isabel Sousa (Prof.ª Biblio.)

- Os alunos do 1.º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Âncora (em Vila Praia de Âncora) deslocou-se em peso à Biblioteca Escolar para me ouvir, conversar comigo e apresentar alguns trabalhos realizados a partir dos meus livros. Uma pequena multidão de ávidos leitores… bem dinamizados pela equipa da biblioteca. Adorei a visita.

- Em Vila do Conde, e por mão da Santa Casa da Misericórdia que patrocinou a edição do livro “A Rainha da Misericórdia”, estive com a ilustradora Sandra Nascimento a apresentar (e sobretudo autografar) os livros para os alunos das EB1 dos Correios, das Caxinas, dos Sininhos e dos Bem-Guiados. Foi uma maratona de encontros, palavras e alegria. O livro foi oferecido pela Santa Casa a todos os alunos destas escolas e parece que as ofertas não se vão ficar pela cidade. Uma óptima forma de comemorar 500 anos de existência. Parabéns!

sábado, 5 de junho de 2010

PELOS CAMINHOS DE PORTUGAL

- A semana começou com a minha participação num encontro de Alunos (no Cine Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira) que trabalharam livros da Trinta Por Uma Linha, a saber: O nó dos livros (de Margarida Fonseca Santos e Gabriela Sotto Mayor), A Casa Grande (meu e do Ricardo Rodrigues), A Mala Rápida do Senhor Parado (de Rui Almeida Paiva e Sónia Borges), Gémeos (meu e da Helena Zália), Poemas para Brincalhar (meu e da Anabela Dias), O Pastor de Ventos (de António Cabrita e Sónia Borges), Amo-te: Poemas para gritar ao coração (meu e da Ângela Ferreira) e Raras Aves Raras (meu, dos alunos do Externato Paraíso dos Pequeninos, do Colégio Terras de Santa Maria e Gabriela Sotto Mayor).
A partir destes livros, os alunos do Colégio Terras de santa Maria, da EB 2/3 do Viso (Porto) e da EB 2/3 Alice Gouveia (Coimbra) apresentaram encenações, manifestos, poemas, canções, etc.
A tarde foi de festa rija!

- Na Terça-feira estive em Vila do Conde para apresentar o meu livro “A Rainha da Misericórdia”, um livro escrito (e patrocinado pela) para Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde, na celebração dos seus 500 anos. A tarde começou com uma sessão para os alunos da Casa da Criança, com a presença dos responsáveis da Santa Casa, do Município e da ilustradora, Sandra Nascimento. Seguiu-se uma segunda apresentação para os alunos do Jardim de Infância e 1.º Ciclo de Macieira da Maia.

- Na Quarta-feira desloquei-me à EB 2/3 de Penafiel para conversar com os alunos sobre os livros Gémeos, A Casa Grande e Amo-te: Poemas para gritar ao coração. Gostei do diálogo e gostei dos poemas que os alunos escreveram e musicaram sobre o livro “Gémeos”. Muito bem mesmo! Também gostei da receptividade aos poemas do livro “Amo-te…”.
De tarde, passei pela EB1 de Nevogilde, que celebrava a sua Semana da Leitura, e estive com os alunos do 1.º e 2.º anos, a “brincalhar”.

- Na Sexta-feira, de manhã, estive com os alunos da EB 2/3 de Alice Gouveia (Coimbra) que participaram na revisão dos poemas do livro “Amo-te…”. Foi muito bom poder rever e justificar as opções tomadas! Igualmente gostoso foi perceber como os poemas fizeram vibrar os seus primeiros leitores (antes de serem) livro. Obrigado pela colaboração!
De Coimbra segui para o Agrupamento de Escolas de Pampilhosa da Serra, onde me encontrei, primeiro, com os alunos dos JI e EB1 (que me brindaram com poemas, canções e encenações a partir dos meus livros) e, depois, com os alunos da EB 2/3, tendo o rumo da conversa andado pelas temáticas do processo de escrita, das temáticas dos livros e afins! Adorei os pampilhos! Adorei tanta serra e ar puro! Estive perto dos (novos) moinhos de vento!

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS DE AGOSTO Leonor Riscado apresenta, na revista Pais & Flhos, do mês de agosto, o meu livro &qu...