CANTINHO DO TARECO

Faz já algum tempo que o poeta Jorge Velhote me pediu um poema sobre gatos para uma antologia. Enviei-lhe um. Hoje, chegou-me às mãos a dita, intitulada "Só à noite os gatos são pardos - textos inéditos de autores contemporâneos" e editada pelo "Cantinho do Tareco - Associação de Protecção Animal, associação que foi criada "por um grupo de amigos com um interesse comum: a paixão pelos gatos".
58 foram os poetas que aceitaram colaborar nesta antologia.
O meu poema (a ser brevemente publicado em livro) é o que se segue:

COMO SE TE CHAMASSE

Passo tantas vezes à tua porta de bicicleta
e toco a campainha [como se te chamasse]
o teu gato preto no parapeito da janela
ergue a cabeça rosna qualquer poema mudo
e volta aos seus devaneios eu pedalo
sem receio de que demores sei que virás
com as heras e com o movimento dos astros
habituei os pés a tropeçar no rasto do silêncio
e as mãos a reconhecer o advento dos musgos
pedalo e a bicicleta é o meu cavalo alado

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