NAS CORRENTES D'ESCRITAS
Pelo segundo ano consecutivo estive nas Correntes D'Escritas. E de novo a experiência foi fantástica e com algumas boas surpresas.
Assim, na Quinta-feira logo pela manhã encontrei-me com um grupo grande de alunos da EB 2/3 Dr. César Augusto Pires de Lima que se deslocou prepositadamente do Porto à Póvoa de Varzim para se encontrar com vários escritores no Diana Bar.
No mesmo dia, apresentei o livro "Histórias do Barco da Velha" de Pedro Teixeira Neves e Rute Reimão, na Casa da Juventude (mesmo pertinho do local da Feira do Livro das Correntes).
Ainda nessa tarde, desloquei-me com o Pedro Teixeira Neves à EB 2/3 de Rates para um encontro com alunos. A Biblioteca estava cheia como um ovo. A conversa foi soberba, com perguntas a nunca mais acabar, perguntas interessantes, perguntas assertivas. Eu e o Pedro fizemos um duo muito agradável: contamos histórias, lemos poemas, falamos da escrita, da leitura, dos livros, de nós.
Nos resto dos dias ouvi com agrado e excessiva curiosidade outros
escritores e amigos, nas várias mesas de que são feitas as Correntes. Na Sexta-feira de manhã, fui convidado para substituir João Mello na mesa da tarde, subordinada ao tema "A Literatura perverte a imaginação". O sítio do Munícipio descreve assim a minha comunicação (que brevemente disponibilizarei em http://otrapeziodepeterpan.blogspot.com/): João Manuel Ribeiro substitui João de Melo, que não pôde comparecer, na mesa de debate. Depois de ler um poema de Eugénio de Andrade, explicou que “a Literatura é um território de paradoxos. O primeiro paradoxo tem a ver com a sua própria definição”. Mas, mesmo assim, avançou algumas definições. É, por exemplo, “experiência antropológica fundamental” ou elemento “que possibilita ver mais realidade porque inclui um conjunto de capacidades e de saberes. Dizem alguns que a literatura é uma forma distinta de aceder e possibilitar conhecimento ou de ver através da realidade”, continuou. “A Literatura não cria imaginação, mas cria realidade. A Literatura perverte a imaginação porque faz dela realidade”.
escritores e amigos, nas várias mesas de que são feitas as Correntes. Na Sexta-feira de manhã, fui convidado para substituir João Mello na mesa da tarde, subordinada ao tema "A Literatura perverte a imaginação". O sítio do Munícipio descreve assim a minha comunicação (que brevemente disponibilizarei em http://otrapeziodepeterpan.blogspot.com/): João Manuel Ribeiro substitui João de Melo, que não pôde comparecer, na mesa de debate. Depois de ler um poema de Eugénio de Andrade, explicou que “a Literatura é um território de paradoxos. O primeiro paradoxo tem a ver com a sua própria definição”. Mas, mesmo assim, avançou algumas definições. É, por exemplo, “experiência antropológica fundamental” ou elemento “que possibilita ver mais realidade porque inclui um conjunto de capacidades e de saberes. Dizem alguns que a literatura é uma forma distinta de aceder e possibilitar conhecimento ou de ver através da realidade”, continuou. “A Literatura não cria imaginação, mas cria realidade. A Literatura perverte a imaginação porque faz dela realidade”.

Comentários