terça-feira, 15 de março de 2011

ENCRAVA-LÍNGUAS NO PÚBLICO

Na página Crianças do Público de Sábado passado, o meu livro “Encrava-Línguas”, com ilustrações de Sara Cunha foi uma das sugestões de leitura da Rita Pimenta.

Encrava-Línguas é o segundo título da colecção Ditos (Im)populares. João Manuel Ribeiro brinca com a repetição das letras e procura “não ‘massacrar’ os leitores com questões fonéticas, mas antes fazer versos pequeninos e divertidos”, disse ao Jornal de Letras online. Exemplo: “Se pões o pois depois do pois/ não contrapões, / mas só apões e dispões. / – Pois, pois!” Hábil nos jogos de palavras e nos ritmos, o autor conta já com vários livros que exploram, com talento, a rima e a musicalidade das palavras. Bem sucedido junto dos mais novos, que visita nas escolas, vai conseguindo impor-se na promoção da leitura. Sara Cunha, a ilustradora, revelou um sentido de dinamismo associado às palavras que torna o livro num objecto muito apelativo e interessante. Não se encrava o olhar.

sábado, 12 de março de 2011

RECENSÃO DE MANUELA MALDONADO

Manuela Maldonado, do Centro de recursos e investigação sobre literatura para a infância e juventude – CRILIJ, assina a recensão ao livro «Meu Avô, Rei de Coisa Pouca», de João Manuel Ribeiro, com ilustrações de Catarina Pinto, recomendando-o no sitio da Rede de Bibliotecas Escolares do Porto:

«Escrito na primeira pessoa, o livro de João Manuel Ribeiro fala, de uma forma densamente poética, da descoberta do mundo e da vida por um garoto através dos olhos de um avô que o leva pela mão.
A relação é tão entranhada que tudo que fazem em conjunto assume asas de fantasia. Partindo das pequenas maravilhas que a Natureza proporciona ou das ocasiões em que o Homem a festeja em conjunto com os seus pares, caso da desfolhada, tudo se transforma milagrosamente noutro Reino.
Naturalmente que as memórias desse tempo são escritas por um homem culto que as refunde harmoniosamente. Porém, guarda do seu mentor e companheiro de infância o jeito pedagógico de encarar as coisas, " o segredo da paciência, que é o coração do mistério do tempo", " a língua do silêncio ". E regista, sobretudo, que o único lugar onde um Reino permanece é dentro de si-mesmo.
Entre as narrativas avulsas contadas pelo ancião é deveras interessante a dos seus amores com a avó Ilda; evoca esse período usando a imagem da partilha de romãs, frutos vermelhos de vida, até ao momento de os dois serem metades de uma só.
Engenhosa e delicada é a maneira como o penúltimo capítulo trata do envelhecimento e morte do avô, bem como enternecedoras são as últimas páginas de homenagem a quem legou "muita coisa" e continua a ser "... um GPS invisível e secreto" na vida do neto.
A ilustração de Catarina Pinto, quer pelos motivos seleccionados, quer pelo cromatismo, quer pela apresentação de uma manta de retalhos englobando as referências principais da aventura afectiva, enriquece as sugestões textuais.
A opção de designer Anabela Dias na paginação é muito bem pensada, sobretudo na colocação das mantas nos guardas do livro. Funcionam como partida e chegada de uma aventura impar. Todavia, mesmo havendo um começo e um fim, são a metáfora de uma riqueza que se acumulou num coração e que elas protegem ciosamente. A partir dos 10 anos.»

Manuela Maldonado

quinta-feira, 10 de março de 2011

PAIXÃO PELA FANTASIA

O JL Online publica uma entrevista com o título em epígrafe, feita pr Francisca Cunha Rego, a propósito dos meus «Meu Avô, Rei de Coisa Pouca» e «Encrava-línguas».
A Rita Pimenta, no seu Letra Pequena faz eco desta entrevista e convida a escutar o «Improvérbios».

«Meu Avô Rei de Coisa Pouca e Encrava-Línguas são dois novos títulos dedicados ao público infantojuvenil. Falamos com o autor João Manuel Ribeiro

É licenciado e mestre em Teologia, mas a sua vocação parece ser a literatura infantojuvenil. Foi há seis anos que escreveu o primeiro livro para os mais novos, Estrela e Príncipe da Paz. Nunca mais parou. Rondel de Rimas para meninos e meninas, A Menina das Rosas, (Im)Provérbios, Poemas da Bicharada ou Um, dois, três - Um mês de cada vez são alguns dos seus títulos, a que agora se juntam Meu Avô Rei de Coisa Pouca e Encrava-Línguas. João Manuel Ribeiro, 42 anos, procura despertar nas crianças a paixão pela fantasia que o seu avô lhe deu.

JL/Educação: O que lhe interessa na escrita para os mais novos?
João Manuel Ribeiro: Procuro, por um lado, despertar o prazer pela leitura - trabalhando sobretudo as questões fonéticas, a rima, o ritmo e a musicalidade das palavras. E por outro, a imaginação. Mas isso não significa um descomprometimento com a realidade.

O que suscitou Meu Avô Rei de Coisa Pouca?
Até hoje foi o livro que me deu mais prazer escrever. É o meu primeiro 'romancezinho'. E o avô da história, é o meu. Passei a minha infância com ele. Era um homem fantástico, passava a vida a contar-me histórias, rimas, lengalengas. Cresci com a fantasia que o meu avô me pôs na cabeça. Quando comecei a escrever para crianças, impôs-se a necessidade de testemunhar a paixão pela fantasia que ele me deu.
A natureza ocupa um lugar muito central nesta obra. A terra, os animais, uma certa calma...
Hoje, talvez por culpa dos meios de comunicação social, vivemos muito em aflição. É a guerra no Iraque, os conflitos na Líbia, a crise, os impostos. Gosto de dar a possibilidade aos miúdos de refletirem sobre uma outra perspetiva. Mostrar-lhes que a vida também é feita de calmaria.

Encrava-Línguas faz parte da coleção ditos (im)populares totalmente escrita por si. Como surgiu?
Foi um desafio da editora Trinta por uma linha. A ideia é brincar com alguma cultura popular, mostrando que tem muitas coisas verdadeiras, mas não está livre de crítica. O primeiro livro chama-se (Im)provérbios, e desmistifica uma serie de provérbios. Soletra a letra, é o segundo, e trata-se de uma brincadeira com as letras do alfabeto. Segue-se este onde brinco com a repetição das letras. Procurei não 'massacrar' os leitores com questões fonéticas, mas antes fazer versos pequeninos e divertidos. Vão ainda sair o quarto e quinto volumes: Adivinha adivinhão e Quadras Revoltas.

E que outros livros estão no prelo?
Na próxima semana sai Senhor Ato Camaleão, uma brincadeira com o acordo ortográfico, na editora Sete dias, seis noites. Em Maio, publico na Gatafunho, o primeiro livro de uma coleção de cinco. O primeiro é de poemas - Animalices. O segundo, Carapaus ao Centro Sardinhas ao Quarteirão, de contos tradicionais sobre animais. Macacos me Mordam, com pequenas peças de teatro para crianças representarem para crianças, e o de contos A Cantar de Galo são os terceiro e quarto. O último, Para Tirar o Cavalinho da Chuva, é um romance sobre os cavalos selvagens do Gerês.»

REGISTOS TARDIOS

1. A Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Coimbra foi o palco para o(s) «Encontros +…» para os quais fui convidado. Um número significativo de turmas do 2.º Ciclo da cidade de Coimbra e arredores teve a oportunidade de fazer-me um conjunto de perguntas sobre os meus livros e de presentear-me com encenações, canções, leitura de poemas e outras pequenas maravilhas a partir dos meus livros. Foi um pedaço de dia fantástico. Obrigado à Dra. Lurdes Branco e à sua equipa pela prenda. Obrigado aos professores e a todos os alunos que me fizeram descobrir as maravilhas que um livro pode fazer (para além do que imaginaria).
2. Em Lordelo, Paredes, uma fundação (e cooperativa) de nome “A Lord” faz cultura. Ele é concertos. Ele é exposições de pintura. Ele é encontros com escritores. Ele é prémios aos melhores alunos. Ele é serviço à comunidade. Foi uma honra grande poder encontrar-me com dois grupos de alunos daquela localidade nas instalações excelentes desta excelente instituição.

3. No dia 02 de Março voltei ao interior, ao Agrupamento do Marão, nas faldas da serra com o mesmo nome. Um único em encontro cheio de boa-disposição, perguntas interessantes, poesias bem «ditas» e conversa cordial e feliz.
De tarde, passei pelo Colégio Luso-Francês para apresentar o meu “Senhor Ato, o Camaleão” às turmas do 1.º e 2.º anos. Comigo esteve a Sónia Borges, a ilustradora.

4. No 1.º dia de Março, fui a Paião e fui surpreendido com o trabalho prévio desenvolvido em redor dos meus livros. Se todas as escolas fizessem assim as visitas seriam diferentes, teriam outro sabor, uma linguagem mais comum e uma sintonia maior. Ficam as fotos a mostrar como (e o que) se faz…

5. No passado dia 28 de Fevereiro, fui ao Fundão, à Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade e adorei os três encontros com alunos da pré-escola e do 1.º Ciclo. Foram conversas serenas, tranquilas mas alegres.
No regresso a casa reli um poema de Eugénio de Andrade que serve bem de legenda para o dia:

O SORRISO

Creio que foi o sorriso,
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

(In: O outro nome da terra)

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS DE AGOSTO Leonor Riscado apresenta, na revista Pais & Flhos, do mês de agosto, o meu livro &qu...