segunda-feira, 8 de junho de 2015

Efeitos especiais de João Manuel Ribeiro e Paulo Stocker


João e o Paulo vivem longe um do outro. Vai a distância do oceano Atlântico.  Quis a criatividade de ambos aproximá-los. Bastou para o efeito ligarem-se através das redes sociais. A circunstância de falarem a mesma língua facilitou o encontro. Depois trocaram-se de palavras e desenhos e assim nasceu Efeitos Secundários por efeito dos efeitos especiais da amizade e da criatividade. Uma experiência a repetir entre os dois ou com outros criativos estejam onde estiverem. Não é João e Paulo?
Por Paulo Moreira Lopes
Antes de se conhecerem sabiam da obra de ambos? Se sim qual a opinião que tinham sobre a mesma?
Paulo Stocker (PS): Eu não conhecia. Tive o prazer de conhecer a obra do João através desse trabalho.
João Mauel Ribeiro (JMR): Eu conhecia do projeto Escrítica (www.escritica.com), onde o Paulo ia publicando alguns dos seus desenhos desconcertantes.
Quem tomou a iniciativa de fazerem um livro a meias e porquê?
PS: O João.
JMR: Eu mesmo! Gostava do tom mordaz e crítico do que via no Escrítica. Pensei que o pior que podia acontecer era receber uma “nega”.
Qual o meio de comunicação utilizado na parceria (correio, telefone, skype, email ou outro) ou já se reuniram fisicamente?
PS: Primeiro através do facebook, depois enviei as ilustrações por ê-mail.
JMR: Nunca nos encontramos pessoalmente. Toda a comunicação foi “virtual”.
O João impôs alguma condição ao Paulo nas ilustrações?
PS: Só sugeriu algum pequeno detalhe aqui e ali. Nada demais.
JMR: Gosto de, tanto quanto possível, respeitar a liberdade criativa de quem colabora comigo.
O Paulo fez algumas escolhas quanto aos temas, personagens, sequência das ilustrações ou outro tipo de abordagem da obra?
PS: Não. Apenas ilustrei a obra.
JMR: O processo foi fácil. O problema não se colocou.
Já agora, o Paulo sentiu a falta dos quadros (semelhantes a moldura com que brinca o Clovis) ou contentou-se em desenhar a linha do chão?
PS: Eu sou obediente. Sigo o roteiro.
JMR: Em boa verdade, não havia roteiro. Aconteceu assim. O assunto não foi abordado. Mas podia tê-lo sido, efetivamente!
O Clovis, a Dona e a Augusta foram convidados ou fizeram-se convidados?
PS: A princípio foram convidados. O Clovis apenas perguntou se poderia levar a família.
JMR: Não me foi perguntado, mas apreciei o convite e o facto de se tornarem presentes.
O João ficou agradado com a participação daquele trio?
PS: Pois é. Ficou?
JMR: Agradabilíssimo! Se não, tê-lo-ia dito! Quanto mais rico e plural for um livro (sobretudo de poemas), melhor!
Os poemas já foram escritos para serem ilustrados? Em caso afirmativo, há poemas cuja ilustração só poderia ser feita ou bem feita pelo Paulo?
PS: E agora, João?
JMR: Sim, os poemas foram escritos para serem ilustrados. Em teoria, qualquer ilustrador podia ter feito esse trabalho. A escolha do Paulo deveu-se ao facto de me parecer que o estilo dos seus desenhos / ilustrações caíam nos poemas que nem faca quente em manteiga.
O João acha que o Paulo ilustrou bem as coisas sobre que fala no livro ou será que podemos ter na mesma folha duas coisas: uma desenhada (do Paulo) e outra escrita (do João)?
PS: Pois é…
JMR: Pois não é! Temos duas coisas (sempre): uma escrita e outra desenhada, sendo que a ilustração se prende ao texto poético sem o “traduzir”, mas, antes, para o reinventar… Há “sentidos” desenhados que o texto não sugere…!? Ainda bem! A ilustração é a “leitura” visual que o Paulo fez destes poemas. Outro ilustrador, com outro estilo, faria outra leitura. O que importa é que, no livro, texto e imagem, poemas e desenhos concorrem para  “provocar” no leitor “Efeitos Secundários”.
O Paulo diz que escreve com desenhos. Quer dizer que o João desenha com palavras?
PS: Exatamente.
JMR: Assim mesmo!
No pressuposto de que o Paulo ilustrou os poemas do João, já pensaram em fazer o inverso: o João escrever sobre os desenhos do Paulo?
PS: E não foi isso que fizemos? Foi o João que escreveu a partir dos meus desenhos. Mas ele insiste em falar o contrário.
JMR: Bem visto, Paulo!
O facto de ambos falarem português contribuiu para esta parceria?
PS: Muito, além do português, sei algo de italiano, o resto é pantomima.
JMR: Seguramente! Mas podíamos falar qualquer outra língua! A poesia (escrita e desenhada) não tem língua (comprida). É uma linguagem universal!(?)
É possível realizarem-se outras colaborações entre o Paulo e o João ou com outros artistas lusófonos?
PS: Eu estou aberto a novas aventuras.
JMR: Pela parte que toca, sim!
O Paulo considera que há um modo de desenhar em português, por comparação ao espanhol (Quino, Mordillo e Aragonés), ao francês (Sempé) e ao anglo-saxónico?
PS: Eu creio na linguagem universal que é o desenho.
JMR: Subscrevo!
Como está a decorrer a divulgação do livro: Efeitos secundários?
PS: Aqui no Brasil o público se interessou bastante pelo livro.
JMR: Em Portugal, a divulgação é a habitual para um livro de poemas que, supostamente, tem como destinatário os adolescentes e jovens (e que não fará mal nenhum a adultos)!

sábado, 7 de março de 2015

EFEITOS SECUNDÁRIOS

Está prestes a sair do forno o livro "Efeitos Secundários", com poemas meus e desenhos do brasileiro Paulo Stocker, na coleção "Poesia Juvenil", da Tropelias & Companhia, chancela da Trinta Por Uma Linha.
Além da capa, deixo aqui uma página do interior do livro, para aguçar o apetite...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

CANAL LECTOR

RONDEL DE RIMAS PARA NIÑOS Y NIÑAS


Libro de poesía portuguesa traducida al español que entraña una mirada infantil inocente de la vida cotidiana en donde los personajes clásicos de la literatura infantil como Pinocho y los temas que primero se aprenden como la familia, las estaciones, los alimentos y las flores, se conjugan con la gran capacidad creativa e imaginativa de los niños. Los versos son en su mayoría libres, no se quedan estos en las rimas obvias ni en sonsonetes triviales, sino que logran proponer un juego con la sonoridad de las palabras y su potencial de expresión poética y de creación de imaginería. El libro está bellamente ilustrado y logra generar un diálogo entre ilustración y poemas.



POEMAS PARA JUGUETEAR


Una bella y colorida oportunidad para acercar a los niños al género de la poesía con poemas de verso libre y temas variados que su lector podrá asociar con realidades y experiencias conocidas. Palabras e imágenes sencillas pero efectivas dan un impulso a la imaginación, la sensibilidad y el juego con el lenguaje. Sus poemas guardan en sí una capacidad narrativa equiparable apenas a la inocencia de la mirada de la voz poética que los cuenta. Las ilustraciones acompañan a la perfección y su estética llama la atención del lector instantáneamente. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Cartas a LUÍSA DUCLA SOARES

O José Fanha e do Daniel Completo tiveram a (excelente) ideia de homenagear a Luísa Ducla Soares, reunindo um conjunto de escritores e poetas amigos da autora num livro intitulado "Cartas a Luísa Ducla Soares".
Pois é! Tive a hora e o prazer de participar neste miminho para a Luísa com o texto "Um conto especialmente difícil".
Associaram-se ainda ao projeto: António Mota, António Torrado, Cristina Taquelim, Isabel Minhós, Jorge Serafim, José Fanha, José Jorge Letria, Manuela Mota Ribeiro, Margarida Fonseca Santos, Maria João Lopo de Carvalho, Nuno Higino, Rosário Alçada Araújo, Sílvia Alves, Susana Teles Margarido e Violeta Figueiredo.
O livro contém um Cd com 2 músicas interpretadas por Daniel Completo.
As ilustrações são de Cristina Completo.

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS DE AGOSTO Leonor Riscado apresenta, na revista Pais & Flhos, do mês de agosto, o meu livro &qu...