quinta-feira, 9 de junho de 2016

O SEMÁFORO CHORÃO

A personificação de um semáforo que, ao ver que as crianças não lhe ligam, chora é a idea-chave deste pequeno álbum. As ilustrações, singelamente figurativas, remetem-nos para um quotidiano emotivo em que os objectos (o semáforo) interagem com as pessoas, sobretudo com as crianças. Muito mais do que um livro educativo, este é um desafio a pensar os rituais da vida moderna.

Hélder (Miguel Rei Gomes) Barbosa, nascido em 1992, é animador, ilustrador e designer gráfico. Licenciou-se em Design Gráfico e está a frequentar o Mestrado em Ilustração e Animação (MIA), no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (em Barcelos). 
Gosta de fotografia, cinema e japonês.
O «Semáforo Chorão» é o seu primeiro livro.

O GATO E O MACACO

As personagens desta fábula remetem-nos, por si só, para o universo das tropelias e das manigâncias, procurando cada uma, o macaco e o gato, mostrar-se mais "esperto" e hábil que o outro. Engenhosa metáfora das relações humanas!
João Manuel Ribeiro reescreveu a fábula de La Fontaine e Katrina Kopeloff ilustrou-a. Desta parceria resultou um fantástico álbum.

Katrina Kopeloff nasceu e cresceu no sul do Colorado (USA). O seu animal preferido é o pinguim. Em criança viveu rodeada de teares, rocas e fusos porque a mãe era tecedeira. Tendo crescido numa cidade muito pequena, viu-se obrigada a criar coisas novas para se divertir. Estudou estampa japonesa na Universidade do Colorado e Ilustração na Faculdade Savannah de Arte e Design.
Agora vive em Queens, Nova York, onde desenha muitas pontes e ferrovias. No seu trabalho de ilustração, usa caneta e tinta com aguarela de cor. Leciona ilustração digital a estudantes internacionais no Art Center PI, de Nova York.

PEQUENAS HISTÓRIAS DA MITOLOGIA

As histórias da mitologia grega e latina são património da humanidade. E para que não as mate o esquecimento, João Manuel Ribeiro, a seu gosto, escolheu e reescreveu sete pequenas histórias dessa grande história literária e filosófica. Histórias que João Vaz de Carvalho, na ilustração da capa, confiou ao cuidado de Cérbero, o cão de guarda dos infernos, sugerindo talvez que é provável que as mesmas entrem e não possam mais abandonar a memória dos leitores.
As histórias reescritas são sete:
- A Caixa de Pandora
- O Cavalo alado de Pégaso
- O Canto de Orfeu
- A Visita dos Deuses
- O Amor Impossível: Eco e Narciso
- Os Deuses do Amor: Eros e Psique
- O Carro do Sol

PENSAMENTO QUE RESPIRA, PALAVRA QUE ARDE

Este novo livro de João Manuel Ribeiro, arquitectado em oito apartados, antecedidos por uma «Apresentação» ou nota introdutória, centra-se na produção poética de autores distintos, designadamente de Vergílio Alberto Vieira, João Pedro Mésseder, António Mota, Nuno Higino ou Carlos Pinhão, por exemplo. Compondo um conjunto de nomes reconhecidos e efectivamente lidos (...), estes encontram-se “acompanhados” da referência a outros, menos divulgados e (talvez) menos lidos, como são os casos de António José Forte ou José Carlos González. A escrita de todos – por igual – é alvo de uma análise detalhada, estudos nos quais se procura dilucidar os principais ideotemas, bem como os mais significativos mecanismos técnico-expressivos, por forma a deixar registado aquilo que, em síntese, não apenas singulariza ou diferencia, mas também poderá aproximar os discursos poéticos dos autores eleitos. De assinalar a atenção dedicada à questão da poesia experimental, concreta ou visual, substantivada numa abordagem estimulante – à qual não se encontram alheias fortes motivações pedagógico-didácticas por parte do autor deste livro –, uma leitura que convida a (re)visitar a poesia de, por exemplo, Mário Castrim ou Teresa Guedes.
Sara Reis da Silva (no Prefácio)

POESIA EXPERIMENTAL (?)

Em «TPC – Trabalhos Poéticos em Curso», estamos diante de um livro de poesia experimental que não limita «o seu meio de expressão às palavras carregadas de significado», mas que ultrapassa esta fronteira pela utilização das letras na sua dimensão plástica, considerando-as, não como sinais linguísticos, mas a sua forma, o seu desenho, a sua figuração conotativa (letrismo), reivindicando assim novos significados e dimensões poéticas (concretismo). São reconhecidas as vantagens da «espacialização» deste tipo de poesia em que a dimensão visual e espacial do poema «predomina[m] sobre o sentido ou conteúdo». Este processo dinâmico, que o poeta designa de trabalhos poéticos (em curso) obriga o leitor a compreender a unidade orgânica entre o código técnico-compositivo e o código semântico-pragmático e nela se adentrar no significado polissémico do poema. 
Um ótimo livro para os adolescentes e jovens (e não só) que desejem aproximar-se da poesia…

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS

O SEMÁFORO CHORÃO NA PAIS & FILHOS DE AGOSTO Leonor Riscado apresenta, na revista Pais & Flhos, do mês de agosto, o meu livro &qu...