A Poesia, arte da memória e do espanto!

Às terças, há poesia...
No entender de alguns estudiosos, a poesia desenvolve o gosto pela leitura. As suas especificidades (a musicalidade, o ritmo, o jogo de palavras e a sua combinação) tornam-na atrativa para os alunos, sobretudo quando lida/dita/recitada de modo adequado, ocorrendo frequentemente um itinerário que vai da escuta do texto por outrem à leitura individual do mesmo, numa tentativa de apropriação pessoal Assim, a poesia é um eficaz instrumento de fomento de leitura, sendo necessário, por conseguinte, encher de poesia as salas de aula.
A poesia funciona, segundo Nuno Júdice (In: A poesia, hoje, ocupa o lugar da eloquência. Relâmpago – Revista de poesia, 4, p. 41) «como o discurso depositário da memória da palavra, como mundo pleno de uma significação inteira», constituindo uma arte da memória, porque a esta se associam muitos dos recursos formais com que a poesia pode ser guardada e transmitida de cor.
Em suma, diversos autores que se têm debruçado sobre a importância pedagógica da poesia sublinham que ela condensa recursos estilísticos únicos que não se encontram em mais nenhum tipo de texto, capta e expressa a realidade de forma singular e é um género literário com uma beleza única.

Do valor intrínseco da poesia deriva o valor instrumental e educativo, admitindo-se que o trabalho regular e sistemático com o texto poético possibilita uma educação ativa e divertida, é muito importante para desenvolver a memorização, ajuda a criar um bom ambiente de sala de aula, motiva os alunos, desenvolve a compreensão, o sentido estético, a sensibilidade afetiva e relacional, a comunicação oral e escrita, a criatividade e o gosto pela leitura

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