A poesia – um imperativo do essencial
Considerando que a poesia pode
motivar os alunos, Georges Jean, no seu clássico livro de 1995, Na escola da poesia, afirma que «muitas vezes, a língua da poesia parece uma espécie
de monstro… que, curiosamente, fascina a criança» (p. 135-136). O autor
explica que o facto de a poesia ser um corpo de linguagem estranho ao comum e
habitual, faz com que ocorra num primeiro
momento a surpresa, o desconcerto e o aborrecimento, como se se tratasse
duma «verdadeira língua morta»,
porque arcaica, reservada, incompreensível e «fora de moda». A este momento, porém, sucede habitualmente um
outro, de fascínio e beleza.
A leitura do texto poético exige
uma respiração diferente do habitual, num exercício de decifração fonética,
que, por causa do fôlego suspenso, da hesitação ou do medo de não saber ou
inverter, acabamos por deixar de ver literalmente; e isto faz ver o poema de
outro modo, com outra profundidade.
A poesia, por força do ritmo e da
musicalidade que lhe são inerentes,
cativa a atenção dos ouvintes e dos leitores e convida-os a entrar na casa de sentido do texto poético. Nesta
linha, Georges Jean fala da poesia como uma linguagem-sonho. Isto não significa
que seja uma linguagem irreal, mas que é, antes, uma meta-linguagem no sentido
de que «é muito mais do que a função
poética da língua» e constitui-se como um «imperativo do essencial» (p. 57 e 36). O fascínio pela poesia
passa, quase sempre, pela leitura/audição do poema, como Georges Jean mostra em
outro livro célebre e já clássico, A
Leitura em Voz Alta (1999).
Abordaremos em outro post este assunto. Para já, importa
ressaltar que explorar a oralidade é a implementação da voz no poema. Trabalhar
a oralidade é também e sobretudo aprender a ouvir: mobilizar
o corpo, os sentidos, fechar os olhos.
Controlo do corpo leva à concentração estacionária. Controlo do corpo, respiração e voz são importantes para preparar uma forma de “sugerir” os poemas.
Vários exercícios são possíveis, divididos em 5 aspetos, como se vê no quadro.
É importante que sejam feitos com uma certa regularidade e durante um bom período de tempo.
Controlo do corpo leva à concentração estacionária. Controlo do corpo, respiração e voz são importantes para preparar uma forma de “sugerir” os poemas.
Vários exercícios são possíveis, divididos em 5 aspetos, como se vê no quadro.
É importante que sejam feitos com uma certa regularidade e durante um bom período de tempo.
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