A PAZ
procura
a paz
eu
digo-lhe:
a
paz
não
está na noite
nem
no sonho.
(A
noite tem
ortigas
que
lhe ferem as costas;
pelo
sonho
transitam
os fantasmas.)
A
paz
não
está nos lagos
solitários,
nem
nos densos
bosques,
onde
os ventos
guardam
os
seus segredos.
Não
está tampouco
(ainda
que haja quem
o
diga)
entre
as tumbas.
A
paz
não
está nos mortos.
Nem
nas montanhas
coroadas
de neve,
nem
nos profundos mares.
Nem
entre a multidão
nem
no deserto.
Pela
simples razão
de
que a paz
não
existe:
há
que criá-la por dentro.
Pedro
Barcena (In I Festival poético por la Paz
y la Libertad).


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