Vencedor do Prémio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil 2017 espanhol inaugura ciclo de tertúlias em Gaia

É este sábado, 21 de outubro, que o poeta e escritor galego, António Garcia Teijeiro, estará em Vila Nova de Gaia para a primeira de sete tertúlias mensais, na Livraria Velhotes.
A meu convite, o autor laureado vem a Portugal para falar sobre “A Poesia necessária”.
Recorde-se que António Garcia Teijeiro foi recentemente distinguido com o Prémio Nacional de Literatura Infantil e Juvenil  2017, em Espanha, pela sua obra “Poemar o mar”. 20 mil euros é o montante do galardão, atribuído pelo Ministério da Educação, Cultura e Desporto. O concurso premeia obras editadas em 2016, escritas em qualquer uma das línguas oficiais do Estado.
 “Já conheço o António de longa data, mas saber que ele acaba de receber esta distinção é um grande motivo de orgulho para mim e poder pô-lo em contacto com todos quantos queiram juntar se a nós dia 21 é ainda mais gratificante”.
“Como sabem estou a celebrar 10 anos de livros e por isso achei que promover iniciativas relacionadas com o vasto mundo das letras seria a melhor forma de expressar a minha ligação à literatura, sendo que as tertúlias são apenas uma parte da atividade global que está no terreno para celebrar uma década dedicada à escrita".
A estreia cabe ao renomado autor, mas até maio de 2018 não faltarão motivos para assistirem a este “10 de Letra” – nome que dá título ao ciclo de tertúlias onde ainda vão passar músicos, catedráticos universitários, investigadores, ilustradores e jornalistas. Será sempre aos sábados, na Livraria Velhotes, a partir das 15h30.
Deixo-vos dois poemas de Antonio García Teijeiro, com tradução da minha lavra:

Para o mar são as estrelas
e as algas para o céu.
Que bonitos os luzeiros
e que belos os cometas!

As estrelas no mar
não se molham nem se enterram,
são luzes de seda
que não deixam de brilhar.

E as algas no céu
são cometas de cores
que bailam nos cantos
e avivam todos os sonhos.

As estrelas no mar
e as algas no céu,
são cometas, são luzeiros
que não deixam de voar.

[Cuentos y poemas para un mes cualquiera, 2005/2010]

Cantos de Sereia

Os cantos da sereia
falam-me
            do amor
de horizontes
e de areia

São formas de silêncio
de nuvens na água
de vozes que me queimam

São sombras
que me envolvem
são sulcos na pele
palavras em cadeia

Os cantos da sereia
morrem hoje de pena

[De Atlántico. 30 Historias de dos mundos, 2009]




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