A Poesia na escola e na biblioteca - Pistas 7


BABEL FELIZ

O título desta atividade reporta-se à Torre de Babel, uma torre mencionada no livro bíblico do Génesis, que terá sido construída pelos descendentes de Noé após o Dilúvio. Como estes estavam a construir uma torre para chegar ao céu, querendo tomar o lugar de Deus, este terá descido à cidade para  ver a cidade e a torre e ao ver os intentos humanos decidiu confundir-lhes as línguas para impedir que prosseguissem com a construção da torre. Desde então os homens começaram a falar línguas distintas, deixando de se entenderem uns aos outros (Cf. Gen. 11, 1-9).
A atividade que agora que propõe quer realçar a ideia de que, na e pela poesia, o facto de se falarem línguas (idiomas) diferentes não constitui fonte de desentendimento ou de separação, mas, ao contrário, é motivo de comum fruição e gozo estético. Daí o título: Babel Feliz.

Quando a situação das escolas o permitir, no âmbito das disciplinas de espanhol, francês, inglês e alemão, preparar leituras de poesia nas referidas línguas (ou outras, caso haja alunos de outras línguas na escola), com o objetivo de apresentar os textos poéticos na língua original, atraindo, assim, os alunos e, também, se oportuno, as famílias, através de um recital a que pode juntar-se a música.

Algumas sugestões práticas
1) Identificar as línguas estudadas e também as faladas na escola.
2) Discutir com os alunos ideias sobre como organizar o recital Babel feliz.
3) Pesquisar poemas em diversas línguas, com traduções (dar pistas aos alunos sobre a pesquisa: sites, nomes de poetas, coleções bilíngues disponíveis, etc....).
4) Elaborar um corpus de textos (que pode ser apresentado em folheto para os intervenientes e com o original e a tradução para os participantes ou público).
5) Propor um encontro para fornecer informação e/ou as propostas para acolher os parceiros externos (músicos, pais, público...).
6) Convidar (ou não) outros professores, outras escolas, entidades oficiais, público em geral. Questões a avaliar: Onde e quando? À noite ou à tarde? Na saída da escola ou no pátio/átrio?. Numa sala próxima (sala de teatro, anfiteatro da escola ou duma associação) ou ...?
7) Cuidar bem da aparelhagem de som para que os textos recitados / ditos possam ouvir-se bem.
8) Pode acrescentar-se, caso seja possível gravação dos textos ditos pelo próprio poeta ou por algum ator ou cantautor... (veja vídeo no fim deste post - texto La Liberté, de Paul Éluard, dito por ele mesmo)
9) Se for possível solicitar, em algum momento, a participação do público, através de um refrão ou estribilho... Esta contribuição é uma abordagem diferente do poema que mostra como a poesia é de todos, está viva, inscrita na realidade, e pode ser usada por homens e mulheres de hoje. 

Boas leituras... em línguas variadas!


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