Dica de Leitura - O leitor lúcido!?

Compreende-se que que quem gosta de ler (por prazer, dever ou ofício), quem acredita que a leitura é uma mais valia para o crescimento e educação das pessoas (e das crianças, em particular), quem acredita que nós somos os livros que lemos (e não lemos), quem acredita que ler faz bem, dá saúde e dá mundos ao pequeno mundo que é cada um de nós, quem acredita nas múltiplas e evidentes vantagens da leitura, compreende-se, dizia, que se sinta triste por alguém (adulto, jovem, adolescente ou criança) não goste de ler e o diga publicamente. Sim, compreende-se.  Mas não pode aceitar-se de um leitor lúcido que passe da incompreensão e da tristeza à imposição ou à obrigação, argumentando de que é bom e faz bem.

O leitor lúcido terá aprendido, na leitura, que obrigar alguém a ler é vacinar contra a leitura. Alguém escreveu que as pessoas leem por três razões: por prazer, por necessidade ou por obrigação. Eu diria que o leitor lúcio devia saber (ter aprendido por experiência própria) que o segredo está em transformar a necessidade e a obrigação em prazer. Não é tarefa fácil, eu sei. Diria mesmo que só um leitor lúcido, apaixonado e comprometido com o próprio processo de leitura conseguirá tal milagre. Mas é possível. É necessário. É urgente. Em nome da leitura. Em nome da liberdade de não ler.

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